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Sepromi debate desafios para superação do racismo


Publicado em: 22/03/2018 9:23
Por: Da Redação


Um conjunto de pesquisadores, acadêmicos e militantes do movimento negro estiveram reunidos na noite quarta-feira (21), em debate que marcou o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial em Salvador. O encontro, realizado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), teve como tema ‘Racismo, Exclusão Política e Desigualdade’, integrando a agenda estratégica da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.

A secretária Fabya Reis ressaltou a importância das reflexões em torno dos 130 anos da abolição oficial da escravatura no Brasil, completados este ano. “São discussões e trocas fundamentais na compreensão de que vivemos, com certeza, uma abolição inacabada, com caminhos a serem trilhados na derrubada do mito da democracia racial. É a oportunidade de incentivo à luta e defesa dos direitos conquistados pelo povo negro, principalmente, de continuidade do combate ao racismo e às desigualdades raciais. Este evento foi uma contribuição para seguirmos no aprimoramento das políticas afirmativas”.

Evento Sepromi racismo
Fabya Reis: “Evento foi uma contribuição para seguirmos no aprimoramento das políticas afirmativas”.
(Foto: Ascom/Sepromi)

O sociólogo e professor universitário Jessé Souza destacou os impactos do sistema escravocrata na realidade social e econômica do País. Ele pontuou que “o processo de opressão de raça, gênero e classe é, na essência, uma dominação de ideias e que precisamos fazer uma interpretação distinta daquela hegemônica”, esclarecendo cada vez mais que vivemos num País construído com base na escravidão. Ainda segundo ele, a falta da distribuição de renda é um dos reflexos do sistema escravista brasileiro, apesar de vivermos num país que detém as maiores riquezas naturais do mundo.

A mesa de debates também contou com a participação da secretária Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, e da representante das religiões de matriz africana, ebomi Nice de Oyá, do terreiro Casa Branca. A programação cultural foi marcada pelas apresentações do grupo Três Marias e do afoxé Filhos do Congo.

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