quarta-feira, 21 fevereiro, 2024

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Trabalhadores acampam na Caraíba e vão ao encontro de Lula na quinta

Em assembleia, funcionários que não recebem desde novembro vão aproveitar agenda do presidente em Camaçari

Trabalhadores da Caraíba Metais vão realizar um ato na próxima quinta-feira, 18, para chamar a atenção do presidente Lula para a situação da empresa. Na data, Lula participa da assinatura de acordo de parceria para implantação do Centro Tecnológico Aeroespacial da Bahia, no Senai Cimatec, em Camaçari.

Nesta segunda, 15, os trabalhadores acamparam na frente da empresa para cobrar o pagamento de salários atrasados e pressionar o governo do estado a intervir junto à empresa, que se encontra em recuperação judicial.

Funcionários da Caraíba cobram pagamento dos salários de deaembro, 13º e férias.

Funcionários da Caraíba cobram pagamento dos salários de deaembro, 13º e férias.|  Foto: Divulgação

Após assembleia, os trabalhadores decidiram manter o acampamento em formato de rodízio e fontes ligadas ao sindicato dos metalúrgicos confirmaram a locação de três ônibus, que levarão os acampados ao encontro do presidente Lula.

Sem salários

Ó último pagamento realizado pela empresa foi no mês de novembro do ano passado. De lá para cá, os trabalhadores, que recebem por quinzena, deixaram de receber as duas parcelas do salário de dezembro, o 13º salário, férias e hoje, 15, venceu a primeira quinzena de janeiro.

Em outubro, a Paranapanema, controladora da Caraíba Metais, anunciou uma parada de manutenção e determinou que a maior parte dos trabalhadores, pouco mais de 500, permanecesse em suas casas.

A justiça de São Paulo homologou o pedido de recuperação judicial e, na última semana de 2023, a Paranapanema anunciou o ´lay off´ parcial, ou suspensão das atividades, por um período de 5 meses, período no qual os salários deveriam continuar a ser pagos.

O sindicato dos metalúrgicos de Dias d´Ávila tenta junto ao Governo do Estado encontrar uma solução para o impasse. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, recebeu os sindicalistas e se comprometeu a estudar o caso.

A solução poderia envolver a BYD, fábrica chinesa de carros elétricos em fase de implantação em Camaçari. Os veículos que serão produzidos consomem, segundo os metalúrgicos, grande quantidade de cobre, o que poderia viabilizar a retomada de investimentos na Caraíba Metais.

Trabalhadores da Caraíba Metais ficarão acampados na porta da empresa até quinta-feira. – 

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