quinta-feira, 19 fevereiro, 2026

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Turista de Santa Catarina é preso por crime de racismo contra funcionárias de camarote: “pretas” e “escravas”

Da Redação

Um turista de Santa Catarina foi preso em flagrante na madrugada da última terça-feira (17) após dizer ofensas racistas contra duas funcionárias do Camarote Baiano, no circuito Dodô, durante o Carnaval.

De acordo com informações da TV Bahia, as vítimas relataram em depoimento que o suspeito as ofendeu com palavras como “pretas”, “macacas” e “escravas”.

Segundo a Polícia Civil, o homem, de 42 anos, responderá pelo crime de discriminação racial. Após o ocorrido, ele foi conduzido por policiais militares a um posto do Serviço Integrado de Atendimento ao Turista (Servir), instalado em um centro comercial no bairro da Barra.

Em seguida, o suspeito foi encaminhado a uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.

Em nota, o Camarote Baiano informou que identificou o responsável e acionou a PM para conduzir o cidadão à delegacia. “Infelizmente, viemos a público comunicar e expressar nossa profunda indignação diante do comportamento isolado de um cliente, que dirigiu ofensas racistas à nossa equipe”, diz o texto.

Crime de discriminação racial

O crime de discriminação racial é previsto na legislação brasileira e pode resultar em pena de reclusão, além de multa. Casos registrados durante o Carnaval costumam ter tramitação prioritária, devido à repercussão e ao reforço no policiamento durante o período festivo.

O circuito Dodô, na Barra/Ondina, concentra um dos maiores fluxos de foliões da capital baiana, com forte atuação das forças de segurança e de estruturas de apoio ao turista.

Confira a nota emitida pelo Camarote Baiano

“Infelizmente, viemos a público comunicar e expressar nossa profunda indignação diante do comportamento isolado de um cliente, que dirigiu ofensas racistas à nossa equipe.

Desde o ocorrido, nosso time identificou o responsável e, com o apoio da Polícia Militar da Bahia, conduziu o cidadão à delegacia, onde foram adotadas todas as medidas legais cabíveis.

Às nossas colaboradoras, estamos prestando todo o suporte necessário, reafirmando nosso compromisso em combater qualquer ato de racismo ou discriminação. Não toleramos esse tipo de comportamento em nossos ambientes e seguiremos firmes na defesa do respeito e da convivência coletiva.

A SAN foi além: ao identificar que o mesmo indivíduo havia adquirido ingressos para outras festas do grupo, determinou o cancelamento imediato de todos os acessos, proibindo sua participação em quaisquer eventos organizados por nós.

Racismo é crime. E não será tolerado.”

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