Da Redação
Um turista de Santa Catarina foi preso em flagrante na madrugada da última terça-feira (17) após dizer ofensas racistas contra duas funcionárias do Camarote Baiano, no circuito Dodô, durante o Carnaval.
De acordo com informações da TV Bahia, as vítimas relataram em depoimento que o suspeito as ofendeu com palavras como “pretas”, “macacas” e “escravas”.
Segundo a Polícia Civil, o homem, de 42 anos, responderá pelo crime de discriminação racial. Após o ocorrido, ele foi conduzido por policiais militares a um posto do Serviço Integrado de Atendimento ao Turista (Servir), instalado em um centro comercial no bairro da Barra.
Em seguida, o suspeito foi encaminhado a uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Em nota, o Camarote Baiano informou que identificou o responsável e acionou a PM para conduzir o cidadão à delegacia. “Infelizmente, viemos a público comunicar e expressar nossa profunda indignação diante do comportamento isolado de um cliente, que dirigiu ofensas racistas à nossa equipe”, diz o texto.
Crime de discriminação racial
O crime de discriminação racial é previsto na legislação brasileira e pode resultar em pena de reclusão, além de multa. Casos registrados durante o Carnaval costumam ter tramitação prioritária, devido à repercussão e ao reforço no policiamento durante o período festivo.
O circuito Dodô, na Barra/Ondina, concentra um dos maiores fluxos de foliões da capital baiana, com forte atuação das forças de segurança e de estruturas de apoio ao turista.
Confira a nota emitida pelo Camarote Baiano
“Infelizmente, viemos a público comunicar e expressar nossa profunda indignação diante do comportamento isolado de um cliente, que dirigiu ofensas racistas à nossa equipe.
Desde o ocorrido, nosso time identificou o responsável e, com o apoio da Polícia Militar da Bahia, conduziu o cidadão à delegacia, onde foram adotadas todas as medidas legais cabíveis.
Às nossas colaboradoras, estamos prestando todo o suporte necessário, reafirmando nosso compromisso em combater qualquer ato de racismo ou discriminação. Não toleramos esse tipo de comportamento em nossos ambientes e seguiremos firmes na defesa do respeito e da convivência coletiva.
A SAN foi além: ao identificar que o mesmo indivíduo havia adquirido ingressos para outras festas do grupo, determinou o cancelamento imediato de todos os acessos, proibindo sua participação em quaisquer eventos organizados por nós.
Racismo é crime. E não será tolerado.”

