Da Redação
A situação da BR-324 foi alvo de críticas durante a 14ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta terça-feira (31). Vereadores da base governista apontaram problemas estruturais na principal rodovia que liga Salvador a Feira de Santana e cobraram providências dos governos estadual e federal.
O vereador Rodrigo Amaral (PSDB) abriu o Pinga-Fogo destacando a precariedade da via, com buracos e falta de sinalização. Segundo ele, a situação eleva o risco de acidentes, especialmente para caminhões, devido às condições da pista e dos acostamentos.
“Então, eu venho aqui fazer meu apelo para que o governo federal e o governo estadual olhem para a BR-324. Pois fico imaginando: se a principal rodovia do estado da Bahia está assim, como não estão as outras?”, lamentou Amaral.
O vereador Claudio Tinoco (União), que presidiu a sessão, reforçou as críticas ao relatar problemas observados recentemente. Segundo ele, ao retornar de viagem, encontrou veículos parados no acostamento com pneus estourados em razão da má conservação da estrada.
“Portanto, essa é uma luta da Câmara Municipal, dos vereadores, a exemplo de Jorge Araújo (PP), que há muito vem chamando a atenção para esse problema”, frisou.
Já o vereador Omarzinho Gordilho (PDT) citou um acidente envolvendo capotamento de veículo, atribuído à falta de iluminação lateral, e criticou a atuação do governo estadual. Para ele, a gestão “apenas fica na promessa”.
O vereador Daniel Alves (PSDB) também questionou a execução de projetos de infraestrutura e cobrou avanços.
“Cadê o trem que iria ligar Salvador (Águas Claras) a Feira de Santana em cerca de 35 minutos, percorrendo aproximadamente 98 km? Então, fica também o meu pedido para que os poderes olhem devidamente para a Bahia, porque, se há uma responsabilidade do governo federal e do governo estadual, é com a nossa infraestrutura. A gente só consegue desenvolver e crescer se existir infraestrutura suficiente para escoar a produção e para que as pessoas se transportem de um lado para o outro. E eu tenho visto, nesses últimos 20 anos, que a nossa estrutura está estagnada, principalmente se comparada com outros estados do Nordeste e do Sul”, reivindicou.

