quarta-feira, 18 fevereiro, 2026

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Sala imersiva gratuita destaca Mata Atlântica em Salvador

alvador conta com uma sala imersiva gratuita que combina arte digital, tecnologia e educação ambiental no Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), no Bonfim. O espaço funciona de terça a domingo, sem necessidade de agendamento, e é a primeira estrutura multissensorial da cidade aberta ao público de forma totalmente gratuita.

Ao entrar na sala, o visitante é cercado por projeções de alta resolução que ocupam paredes e chão, criando um ambiente vivo com imagens de árvores e animais que integram a Mata Atlântica presente na capital baiana.

A curadoria e criação do conteúdo audiovisual são assinadas pelo SSA Mapping, festival internacional de artes visuais conhecido por transformar prédios históricos da cidade em telas monumentais há quase uma década.

Durante a experiência, o público é guiado por sons de pássaros, árvores em movimento e informações sobre espécies nativas, além de dados sobre devastação e recuperação do bioma. A narrativa visual percorre a história da floresta, o avanço da urbanização e os desafios atuais da preservação.

Para José Enrique Glezes, do SSA Mapping, a imersão aproxima o público da natureza por meio da tecnologia. “A projeção imersiva, por si só, já cria uma interação natural entre o público e as imagens projetadas. E é justamente através dessa vivência lúdica, estética e interativa que conseguimos educar as novas gerações sobre a importância da preservação da Mata Atlântica”, comentou.

Glezes lembra que poucas cidades no mundo possuem uma sala imersiva voltada à temática socioambiental. “Aqui, embora também contemplemos a arte, o foco principal é utilizar essa experiência sensorial para conscientizar tanto as crianças quanto qualquer cidadão que visita o Centro de Interpretação sobre a importância da Mata Atlântica para nossa vida e para o futuro da cidade”, completou.

O espaço recebe escolas municipais, particulares, turistas e moradores. Não é necessário agendar, mas cada sessão comporta cerca de 20 visitantes para evitar desconfortos diante do movimento das projeções.

Danilo Lima, arte-educador do Cima, destaca o encanto que a sala provoca no público infantil. “A sala imersiva é o lugar onde, como a gente costuma dizer, começa o encantamento das crianças. A experiência começa já no acolhimento: a gente se apresenta, conversa com elas e fala um pouco sobre a Mata Atlântica, sobre a relação com o meio ambiente e sobre a importância da educação para preservar nossos espaços naturais, seja mata, rio ou mar”, contou.

Segundo o secretário da Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, o equipamento representa um avanço tecnológico e educativo para reforçar a identidade natural da cidade. “A ideia é despertar nas pessoas o entendimento de que preservar, mesmo pequenos fragmentos de Mata Atlântica dentro da cidade, é importante. O Cima mostra isso na prática: parte da área é mata preservada, parte é organizada para educação”, disse.

Euler afirma que o espaço contribui para formar uma geração mais consciente sobre o bioma. “A sala imersiva foi pensada para trazer a importância do bioma Mata Atlântica. Mostrar o quanto ele é fundamental para o planeta. A gente trabalha com imagem, som, com a ambientação da floresta, para que as pessoas sintam e entendam essa conexão. Mostramos a exuberância, mas também os efeitos do desmatamento, como o homem chegou desmatando e, agora, busca preservar e recuperar essas áreas. A imersão ajuda a criar essa consciência”, finalizou.

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