Da Redação
Os Estados Unidos atacaram Caracas, capital da Venezuela, e outras cidades na madrugada deste sábado. A informação foi confirmada pelo presidente americano, Donald Trump, em publicação em sua rede social. Diante dos ataques, o governo venezuelano decretou “estado de emergência”.
No comunicado, Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e “levados para fora do país”. Segundo ele, a ação foi realizada em grande escala e contou com apoio das forças policiais norte-americanas.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve.”
Trump, via Truth Social.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas ou danos. A tensão aumenta com o risco de escalada militar no continente. Analistas alertam para impactos diretos na economia regional, especialmente no preço do petróleo, além de possíveis reflexos diplomáticos no Brasil, que mantém relações comerciais com a Venezuela e depende da estabilidade na fronteira norte.
Sem comentar a suposta captura de Maduro, o governo venezuelano classificou os ataques como uma “grave agressão militar”. Em comunicado oficial, informou que explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
“Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas.”
Governo da Venezuela.
Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria “tomar os recursos estratégicos do país”, “especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação”.
Explosões em Caracas
Detonações e sobrevoos de aeronaves foram registrados nas primeiras horas deste sábado em Caracas, segundo relatos de jornalistas na capital. Explosões e ruídos semelhantes aos de aviões foram ouvidos durante a madrugada.
Imagens não verificadas divulgadas nas redes sociais mostram grandes incêndios e colunas de fumaça. Não foi possível determinar a localização exata das explosões, que teriam ocorrido no sul e no leste da capital.
As primeiras explosões foram ouvidas por volta das 2h. A segunda ocorreu às 02h38, enquanto aeronaves continuavam sobrevoando a cidade.
Maduro fez aceno aos EUA
Em entrevista exibida no dia de Ano-Novo, Maduro afirmou ter conversado com Donald Trump. Na ocasião, fez um aceno ao presidente dos EUA ao propor “conversas sérias” sobre o combate ao tráfico de drogas e ao oferecer às empresas norte-americanas acesso imediato ao petróleo venezuelano.
Na transmissão, Maduro e o entrevistador caminham por uma zona militarizada de Caracas. Em seguida, o presidente aparece dirigindo um carro com o jornalista no banco do passageiro e a esposa, Cilia Flores, no banco de trás, gesto interpretado por analistas como tentativa de projetar confiança.
“Para o povo dos Estados Unidos, digo o que sempre disse:a Venezuela é um país irmão… um governo amigo.”
Nicolás Maduro.
Os comentários indicaram uma tentativa de mudança no tom de Maduro em relação aos Estados Unidos. Trump acusa o “ilegítimo” presidente venezuelano de comandar um narcoestado e já ameaçou retirá-lo do poder. Maduro nega as acusações e afirma que os EUA buscam destituí-lo para assumir o controle das reservas de petróleo e dos depósitos de minerais de terras raras da Venezuela.
