domingo, 25 janeiro, 2026

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Veja nove dicas para organizar as finanças pessoais e sair das dívidas em 2026

Da Redação

Mesmo lidando com o tema finanças pessoais cotidianamente, muitos brasileiros ainda tropeçam na hora de lidar com o próprio orçamento. A 17ª edição do Observatório Federação Brasielira dos Bancos (Febraban), realizada em julho de 2025, revela que 55% dizem entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira, embora a maioria afirme dar muita (55%) ou alguma (20%) atenção ao controle do dinheiro.

Na prática, a distância entre interesse e conhecimento transforma escolhas rotineiras em dívidas, atrasos e perda de planejamento, especialmente num cenário de renda comprimida e custo de vida elevado.

Para Camila Poltronieri Flaquer, espececialista em Cobrança Digital na modalidade B2C (Business-to-Consumer), – modelo o qual empresas vendem produtos ou serviços diretamente para o consumidor final – da Recovery, empresa especializada em negociação em dívidas online, organizar as finanças para ter um 2026 mais leve não exige fórmulas mirabolantes.

“Educação financeira é, antes de tudo, clareza. Quando a pessoa entende quanto ganha, quanto gasta e o que pode ajustar, o planejamento aparece e as decisões ficam menos pesadas”, afirma.

A partir desse diagnóstico, a especialista elenca passos simples para quem quer começar o ano com mais controle financeiro e avançar rumo ao fim das dívidas.

  1. Fazer diagnóstico da vida financeira

O primeiro movimento é simples: saber exatamente quanto dinheiro entra na conta e quanto sai. Para isso, é importante montar um orçamento claro, com todas as receitas (entradas) e despesas (saídas), assim se torna fácil visualizar para onde o dinheiro está indo e se o mês fechará no azul (saldo positivo) ou no vermelho (saldo negativo). Devem entrar nesse controle desde as despesas fixas até os pequenos custos diários como cafés e carros de aplicativo, que costumam passar despercebidos, mas fazem diferença ao final do mês.

  1. Organizar as dívidas

O cartão de crédito segue como o principal vilão do endividamento dos brasileiros, especialmente quando entram na fatura parcelada ou no crédito rotativo. O cheque especial, com juros ainda mais altos, completa a lista de dívidas críticas que criam a famosa “bola de neve”. Empréstimos pessoais e consignados, embora mais baratos, também pesam quando usados sem planejamento. Já financiamentos de casa e carro comprometem parte fixa da renda por muitos anos.

Por isso, organizar todas as dívidas, ter controle do valor total das dívidas, já com juros, parcelas e prazos, é essencial para definir prioridades e estratégias de quitação. Para ter acesso a essas informações, a dica é entrar em contato com as instituições credoras ou de renegociação de dívidas.

  1. Dialogar com a família

Negociar custos e revisar hábitos de consumo torna-se mais viável quando todos os membros da família dividem responsabilidades e se empenham em gerar alguma renda mensal. Conversas francas sobre gastos com alimentação fora de casa, assinaturas recorrentes, planos de telefonia e compras por impulso ajudam a encontrar pontos de corte sem grandes traumas. A organização financeira é muito mais eficiente quando vira um projeto coletivo e os familiares se unem para equilibrar a vida financeira.

  1. Avaliar a venda de bens que pesam no orçamento

Em algumas situações, vender um bem pode ser a saída mais inteligente em prol das finanças pessoais. Um carro, por exemplo, traz custos mensais expressivos como combustível, seguro, manutenção, IPVA, que muitas vezes pesam nas finanças pessoais. Reduzir ou eliminar despesas pode ser decisivo para reorganizar a vida financeira, abrir espaço no orçamento e permitir novos planos no futuro.

  1. Buscar novas fontes de renda

Uma renda extra pode acelerar a saída do endividamento ou ser um ponto de partida para ter uma reserva financeira para lidar melhor com imprevistos e sonhos. A ideia não é trabalhar dobrado, mas aproveitar habilidades existentes, sempre que possível: cozinhar marmitas, vender produtos, dar aulas, fotografar festas, prestar pequenos serviços ou fazer trabalhos pontuais online. Mesmo que a renda extra conquistada seja poucas, vale lembrar que pequenas quantias mensais podem fazer muita diferença quando usadas com estratégia.

  1. Renegociar dívidas com planejamento

Depois de organizar o orçamento e identificar quanto você tem disponível por mês para sair da inadimplência, chega a hora de renegociar suas dívidas em aberto. Para começar, saiba que pagamentos à vista costumam garantir descontos maiores. Para quem não tem essa possibilidade, alongar o prazo ou consolidar várias dívidas em uma só, pode facilitar o controle e quitação desses valores.

Ficar de olho em programas de incentivo do governo como o Desenrola Brasil, disponibilizado no começo de 2025, negociações diretas com empresas especializadas, que oferecem descontos significativos, como é o caso do Mega Feirão do Nome Limpo da Recovery ou Ferão Limpa Nome da Serasa.

  1. Construir uma reserva de emergência

Poupar é hábito e não importa se o valor guardado no começo for pequeno. Começar com R$30 por mês já cria um colchão capaz de evitar novos endividamentos no futuro. A reserva deve permanecer num investimento de liquidez rápida (como a poupança) e só ser usada em situações urgentes, como despesas médicas, imprevistos domésticos ou alimentação.

  1. Reduzir o número de cartões e controlar o crédito

Quanto mais cartões de crédito, maior a chance de perder o controle. Reduzir a quantidade, anotar compras parceladas e pagar sempre o valor total da fatura são hábitos que evitam que o crédito, um recurso útil, se transforme numa armadilha. Deixar o cartão em casa e priorizar o débito pode ajudar quem costuma agir por impulso.

  1. Revisar hábitos de consumo 

Os gastos invisíveis são silenciosos, mas poderosos. Delivery de refeições usado com frequência, deslocamento com carros de aplicativo, lanches fora de casa, assinaturas de streaming pouco usadas, compras motivadas por promoções e até jogos de aposta podem comprometer parte significativa do orçamento mensal. Identificar esses custos, ajustar a rotina, planejar refeições, usar mais transporte público e avaliar promoções com critério podem contribuir para a redução de despesas, além de trazer saúde financeira e bem-estar para as famílias.

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