sábado, 21 fevereiro, 2026

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Calor intenso exige cuidados redobrados com a pele no verão

Da Redação

O verão no Hemisfério Sul tem alterado a rotina de brasileiros de Norte a Sul, com dias mais longos e temperaturas elevadas. Em capitais litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e Natal, o calor intenso impulsiona a temporada turística, com praias e espaços públicos lotados.

No entanto, a exposição prolongada ao sol e as ondas de calor registradas em vários estados acenderam alerta na comunidade médica. Especialistas reforçam que os riscos à saúde da pele aumentam durante a alta estação.

Segundo o médico Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, a exposição prolongada à radiação ultravioleta pode provocar queimaduras superficiais, fotoenvelhecimento precoce, manchas irregulares e maior risco de câncer cutâneo.

“O problema não se limita ao desconforto imediato: a radiação UV (ultravioleta) penetra camadas mais profundas da pele, comprometendo a barreira de proteção natural, afetando colágeno e elastina; e aumentando a inflamação cutânea de forma cumulativa ao longo dos anos”, explica.

De acordo com o especialista, o excesso de radiação UV causa desidratação profunda da pele, perda de elasticidade e formação de rugas prematuras. Com o passar do tempo, o efeito cumulativo torna-se visível na textura cutânea, com linhas finas, flacidez e manchas solares.

“Esses efeitos alarmantes não são apenas estéticos. A inflamação crônica causada por uma radiação pode desencadear alterações no sistema imunológico da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e irritações. Cada exposição intensa (sem proteção) aumenta a probabilidade de complicações sérias, o que torna a prevenção diária indispensável”, aconselha.

Atenção redobrada com crianças

Durante o período de férias escolares, o alerta se estende às crianças, cuja pele é mais fina e sensível. Segundo Guarçoni, a absorção da radiação ocorre de forma mais intensa nessa faixa etária, elevando o risco de queimaduras graves e danos cumulativos que podem se manifestar na vida adulta, inclusive melanomas.

“A pele infantil absorve radiação de forma mais intensa, o que aumenta a probabilidade de queimaduras graves e de danos cumulativos que podem se manifestar apenas na vida adulta, incluindo risco de melanomas. Além disso, crianças desidratam mais rapidamente e sua resposta inflamatória é mais intensa. Nesse contexto, os pais devem intensificar o uso do protetor solar adequado, roupas de proteção, chapéus e horários de exposição controlados”, alerta.

Dados da World Health Organization indicam que a vulnerabilidade ao calor é influenciada por fatores fisiológicos como idade, estado de saúde e exposição solar.

Recomendações

Para atravessar o verão com segurança, o médico recomenda uso diário de protetor solar com FPS adequado, reaplicação a cada duas horas, hidratação constante da pele, além do uso de chapéus, óculos escuros e roupas leves que protejam do sol direto.

Também é indicado evitar exposição entre 10h e 16h, manter boa hidratação, priorizar alimentação equilibrada e garantir qualidade do sono.

“A prevenção diária, combinada a escolhas conscientes de lifestyle, é o segredo para atravessar o verão com segurança e saúde. Pequenos hábitos, como ajustar horários de exposição, priorizar hidratação interna e externa, e investir em cuidados consistentes com a pele, fazem toda a diferença a longo prazo. O verão é intenso, mas com atenção e disciplina, é possível aproveitar a estação sem comprometer a saúde da pele e o bem-estar geral”, conclui.

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