quinta-feira, 5 março, 2026

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Último foragido de estupro coletivo se entrega; quatro jovens estão presos

Da Redação

Os dois últimos réus foragidos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos se entregaram à polícia nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro. Com isso, todos os acusados maiores de idade passam a responder ao processo presos. A informação é do site g1.

Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, apresentou-se por volta das 11h na 12ª DP (Copacabana), acompanhado do advogado. Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), no início da tarde. Ambos foram encaminhados ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.

De acordocom o site, na terça-feira (3), Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, já haviam se apresentado à polícia e também foram transferidos para a mesma unidade.

Durante a transferência de Vitor Hugo, uma multidão se formou em frente à delegacia e gritou “estuprador”. Diante da aglomeração, os policiais deixaram o local às pressas.

Os quatro respondem por estupro com concurso de pessoas, com agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado.

Defesa e novas apurações

Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, exonerado do cargo nesta quarta-feira.

O advogado Ângelo Máximo afirmou que o cliente nega participação no crime. Segundo ele, Vitor confirma que estava no apartamento, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido estupro contra a vítima.

“Ele não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida”, declarou.

O delegado Ângelo Lages informou que ainda ouvirá a vítima de um segundo caso de estupro coletivo atribuído a pelo menos dois dos presos. “Em relação à segunda vítima, somente a mãe veio à delegacia, relatou. A gente ainda vai chamar a vítima para ser ouvida aqui”, disse.

O depoimento será realizado em formato especial, com acompanhamento de policial especializada em crimes sexuais.

Menor investigado

A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Os promotores destacaram “a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados contra a vítima”.

Há ainda um menor investigado por ato infracional análogo ao crime. Até a última atualização, não havia mandado de apreensão contra ele.

O MPRJ informou que não viu necessidade de pedir a internação do adolescente. Em manifestação enviada à Vara da Infância e da Juventude, o promotor Carlos Marcelo Messenberg solicitou que a Justiça negasse o pedido de apreensão.

Habeas corpus e novas denúncias

A Justiça do Rio de Janeiro já havia negado habeas corpus aos foragidos. Três dos quatro maiores de idade recorreram, mas o desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos. O caso tramita sob segredo de Justiça.

Entre segunda-feira (2) e terça-feira (3), outras duas jovens relataram à polícia terem sido vítimas de estupro por integrantes do grupo. Uma afirmou que o crime ocorreu quando tinha 14 anos. Outra prestou depoimento na 12ª DP e apontou Vitor Hugo como autor.

Segundo o inquérito da 12ª DP, a adolescente de 17 anos foi convidada por um ex-namorado para ir a um apartamento em Copacabana, na noite de 31 de janeiro. No local, conforme o depoimento, outros rapazes entraram no quarto e praticaram a violência.

O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.

Após a prisão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho informou:

“A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas”.

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