Da Redação
O prédio da governadoria da Bahia, localizado na 3ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB), passou a se chamar oficialmente Palácio Todos os Santos. A nova denominação foi estabelecida por meio de norma promulgada pela presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos (PSD).
A mudança foi oficializada pela Lei nº 15.111, de 28 de janeiro de 2026. A proposta teve origem em projeto apresentado pelo deputado estadual Marquinho Viana (PV) no Parlamento baiano, em setembro de 2024.

O texto foi aprovado em plenário durante sessão ordinária realizada em 22 de dezembro do ano passado. A matéria contou com parecer favorável do deputado Vitor Bonfim (PV), responsável pelo relatório apresentado aos parlamentares.
Na justificativa da proposta, Marquinho Viana afirmou que a nova denominação busca homenagear o Poder Executivo estadual e dialogar com a tradição religiosa e cultural da Bahia.
“O Dia de Todos os Santos é uma celebração do cristianismo, principalmente da Igreja Católica, comemorada em 1º de novembro, e que também contempla a fé de católicos ortodoxos e de umbandistas. A Bahia é símbolo do sincretismo religioso, que reúne católicos, ortodoxos e religiões de matriz africana”, contextualizou o parlamentar.
Outro ponto destacado pelo deputado refere-se ao contexto histórico da chegada dos portugueses à região. Segundo ele, os europeus aportaram na área onde atualmente está Salvador em 1º de novembro de 1501, data em que batizaram o acidente geográfico de Baía de Todos-os-Santos.
O nome foi escolhido em referência ao dia dedicado ao santo católico no calendário religioso.
“Nada mais justo do que a Governadoria, sede do exercício do mandato delegado pelo povo ao governador do Estado, ser intitulada Palácio Todos os Santos, dada a amplitude e o significado da expressão”, concluiu o legislador na proposição.

