terça-feira, 10 março, 2026

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Novo medicamento para epilepsia é aprovado pela Anvisa

Da Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento indicado para o tratamento da epilepsia. O produto Xcopri® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda., é destinado a adultos que apresentam crises focais mesmo após o uso de pelo menos dois tratamentos diferentes.

A autorização para o registro do medicamento foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3).

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por crises repetidas, causadas por alterações na atividade elétrica do cérebro. A condição pode aumentar o risco de acidentes e morte súbita, além de provocar problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, e dificuldades na vida profissional e social.

Segundo dados citados pela Anvisa, cerca de 30% dos pacientes com epilepsia não respondem de forma adequada aos tratamentos disponíveis e continuam apresentando crises.

O que é o cenobamato

O cenobamato é um medicamento antiepiléptico que atua reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, o que diminui a probabilidade de novas crises.

Estudos clínicos indicaram resultados relevantes no controle da doença. Entre os pacientes que utilizaram 100 mg do medicamento por dia, 40% apresentaram redução de pelo menos 50% na frequência das crises.

Entre aqueles que receberam doses de 400 mg por dia, 64% tiveram a mesma redução. Já no grupo que recebeu placebo, a melhora foi observada em 26% dos participantes.

O medicamento, no entanto, não deve ser utilizado por pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma alteração genética rara que pode provocar arritmias cardíacas.

Quando o medicamento estará disponível

Apesar da aprovação do registro, o Xcopri® ainda não pode ser comercializado imediatamente no Brasil.

A venda só será autorizada após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A eventual oferta do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá ainda de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e de decisão final do Ministério da Saúde.

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