quarta-feira, 11 março, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Preço da gasolina chega a R$ 7,49 em postos de Salvador

O preço da gasolina comum registrou nova alta nesta terça-feira (10) e já chega a R$ 7,49 em alguns postos de Salvador. Este é o segundo reajuste em apenas cinco dias, acumulando aumento superior a R$ 0,50 por litro desde o início de março.

A elevação ocorre após reajuste aplicado pela empresa Acelen, responsável pela administração da Refinaria de Mataripe. Segundo a companhia, o valor de venda da gasolina para as distribuidoras subiu 7,5%, passando de R$ 2,8845 para R$ 3,1018, o maior preço registrado desde outubro de 2025.

De acordo com a empresa, o aumento está relacionado a variáveis do mercado internacional, como a cotação do petróleo, a variação do dólar e os custos de frete.

Em nota, a Acelen afirmou que os contratos com os revendedores seguem critérios de transparência e acompanham os cenários econômicos globais.

Diferença de preços nos postos

O impacto do reajuste varia conforme a região da capital baiana. Na Avenida Pinto de Aguiar, em Salvador, o litro da gasolina chegou a R$ 7,49.

Já na Avenida Paralela, foram encontrados postos vendendo o combustível por R$ 6,73. Em Feira de Santana, após o reajuste, o preço médio também ficou em R$ 6,73.

Investigação sobre aumento

Diante da escalada dos preços em diversos estados, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de investigação sobre possíveis práticas abusivas no mercado de combustíveis.

Além da Bahia, o pedido de apuração envolve os estados do Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

Segundo informações do setor, o pedido foi feito após sindicatos relatarem aumentos aplicados por distribuidoras mesmo sem anúncios oficiais de reajuste por parte da Petrobras em suas refinarias.

Pressão do cenário internacional

Entidades do setor de combustíveis também apontam preocupação com o cenário externo. O SindiCombustíveis Bahia e outras organizações afirmam que os conflitos no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, têm pressionado o valor do barril de petróleo.

De acordo com os sindicatos, a instabilidade internacional gera reflexos diretos no mercado brasileiro e pode aumentar os riscos de novos reajustes e até desabastecimento em algumas regiões do país.

Publicidade

Arquivos