Da Redação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou a ampliação do projeto Celular Seguro com a criação da Base Nacional de Celulares Roubados ou Furtados, uma estrutura tecnológica que permitirá o monitoramento, em tempo real, de aparelhos subtraídos em todo o país. A iniciativa busca acelerar a resposta das forças de segurança e fortalecer os sistemas de proteção ao cidadão.
A nova base representa uma evolução do modelo atual ao transformar o cadastro em um sistema dinâmico e integrado. Com isso, será possível acompanhar não apenas o registro do crime, mas também atualizações sobre recuperação, localização e bloqueio dos aparelhos.
A operação da base será automatizada, com integração direta dos dados do aplicativo Celular Seguro, dos boletins de ocorrência das Unidades da Federação e dos sistemas estaduais já existentes. Segundo o governo, não haverá necessidade de inserção manual de informações pelos estados.
Na manhã desta segunda-feira (30), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) enviou ofícios aos 26 estados e ao Distrito Federal solicitando a indicação de novos pontos focais para as próximas etapas do projeto.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a medida marca um avanço na atuação do Estado.
“Estamos evoluindo de um cadastro estático para uma base nacional inteligente e dinâmica, que acompanha o ciclo completo do aparelho roubado ou furtado, inclusive sua recuperação. O maior ganho para a população é que caminhamos para um modelo em que o Estado protege o cidadão de forma cada vez mais automática, integrada e em tempo real”, afirmou.
Integração e automação
A estrutura funcionará diretamente no MJSP, sem necessidade de adesão formal dos estados, e será disponibilizada gradualmente.
Atualmente, 14 estados que utilizam o PPE terão acesso imediato a funcionalidades mais avançadas, como integração entre boletim de ocorrência e bloqueio automático do aparelho. O sistema também prevê medidas de proteção financeira, incluindo a suspensão do acesso a contas bancárias por meio on-line.
Nos demais estados, as funcionalidades serão incorporadas por meio de acordos de cooperação técnica e integração com sistemas locais.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, destacou o impacto operacional da nova ferramenta.
“Essa evolução tecnológica permite que o sistema acompanhe, em tempo real, a movimentação de aparelhos roubados ou furtados na rede de telefonia, gerando inteligência, respostas operacionais e a recuperação mais rápida dos dispositivos. É um salto importante na integração entre tecnologia, investigação e proteção ao cidadão”, explicou.
A iniciativa ainda depende da publicação de ato normativo, mas já está alinhada com projetos estaduais de combate ao roubo e furto de celulares. Estados que possuem soluções próprias poderão manter suas estratégias, agora integradas ao sistema nacional.
A expectativa do MJSP é que a medida fortaleça a prevenção, amplie a recuperação de aparelhos e enfraqueça o mercado ilegal. A aposta é simples: dificultar a revenda para reduzir o crime.

