sexta-feira, 3 abril, 2026

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Excesso de chocolate pode afetar a visão? Especialista explica

Da Redação

Durante o período da Páscoa, o consumo de chocolate aumenta e levanta dúvidas sobre possíveis impactos na saúde, especialmente na visão. Apesar de crenças populares, especialistas afirmam que o alimento não é, por si só, prejudicial aos olhos.

De acordo com o oftalmologista Alfredo Pigatin Neto, é necessário esclarecer mitos sobre o tema. “Existe uma percepção de que chocolate faz mal para os olhos, mas isso não é uma regra. O efeito está mais ligado à qualidade do produto e ao consumo em excesso”, explica.

Segundo o especialista, chocolates com maior concentração de cacau podem trazer benefícios ao organismo. “Chocolates mais amargos possuem substâncias antioxidantes, que ajudam na circulação sanguínea e podem favorecer, de forma indireta, estruturas oculares”, afirma. Esses compostos contribuem para a proteção celular e para o funcionamento adequado do corpo.

Por outro lado, o consumo frequente de produtos com alto teor de açúcar e gordura requer atenção. “O consumo frequente de opções mais açucaradas pode impactar a saúde geral e, consequentemente, refletir na visão ao longo do tempo”, alerta.

Moderação é essencial

A orientação principal é manter o equilíbrio, especialmente em períodos de maior oferta do produto. “O ideal é evitar exageros e priorizar versões com maior teor de cacau, sempre respeitando os limites individuais”, recomenda o oftalmologista.

O especialista também destaca que a saúde ocular depende de um conjunto de hábitos. “Manter uma alimentação equilibrada, com nutrientes variados, é fundamental para preservar a saúde ocular”, pontua.

Frutas, vegetais e alimentos ricos em gorduras saudáveis ajudam no funcionamento do organismo e contribuem para a manutenção da visão.

Para aproveitar a Páscoa sem prejuízos, a recomendação é simples: consumir com moderação e priorizar a qualidade dos alimentos. “A Páscoa pode ser celebrada com prazer e responsabilidade, considerando sempre a qualidade do que é consumido”, finaliza Alfredo Pigatin Neto.

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