sexta-feira, 1 maio, 2026

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Pesquisadora baiana cria alternativa à manteiga de cacau que pode baratear o chocolate

Da Redação

Solução desenvolvida pode ser aplicada nas indústrias alimentícia e cosmética, além da produção de biodiesel
Foto: Divulgação/UniFG-BA

Um estudo desenvolvido na Bahia aponta uma alternativa mais acessível à manteiga de cacau na produção de chocolate: o uso da gordura da amêndoa de macaúba. A pesquisa foi conduzida pela professora Estefânia Prates Rodrigues, do curso de Nutrição do Centro Universitário UniFG Bahia, e indica potencial para reduzir custos sem comprometer a qualidade do produto.

A solução já foi patenteada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sob o número 102022010779-3, e pode ser aplicada nas indústrias alimentícia e cosmética, além da produção de biodiesel.

“É uma grande alegria ver esse avanço ganhar forma. Trabalhamos com um substituto de manteiga de cacau em chocolates, o óleo da amêndoa da macaúba totalmente hidrogenado, que hoje está sendo uma grande promessa como alternativa dentro da indústria de óleos e gorduras. Para isso, avaliamos as propriedades físico-químicas e de cristalização de misturas binárias”, explicou a pesquisadora Estefânia Rodrigues.

Na prática, o estudo demonstra a possibilidade de produzir chocolate com uma matéria-prima mais acessível, mantendo características essenciais como sabor, textura e qualidade. A proposta também incentiva o uso de insumos nacionais.

Sobre a macaúba

A macaúba é uma palmeira nativa do Brasil, presente em biomas como Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. A planta é resistente, de fácil adaptação e pode viver até cem anos, com baixa demanda por água.

Segundo a pesquisadora, o óleo da amêndoa de macaúba totalmente hidrogenado vem sendo estudado como alternativa sem gordura trans para a indústria de alimentos, substância associada a riscos à saúde cardiovascular.

“A gordura trans foi banida da alimentação humana em 2021. Por isso, essa é uma descoberta com potencial tecnológico relevante, que também está em processo de licenciamento. O uso da hidrogenação total como processo de modificação lipídica ainda é recente e abre novas possibilidades para o desenvolvimento de produtos mais seguros e inovadores”, destacou.

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