Da Redação
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa filiou-se no início de abril ao partido Democracia Cristã e passou a ser considerado pela legenda como possível candidato à Presidência da República nas próximas eleições.
A sigla, presidida pelo ex-deputado federal João Caldas, havia lançado no começo do ano a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo ao Palácio do Planalto. No entanto, segundo o partido, o nome não apresentou crescimento nas pesquisas de intenção de voto.
De acordo com informações divulgadas pelo Painel, da Folha de S.Paulo, Aldo Rebelo recebeu a proposta para disputar outro cargo nas eleições.
Procurado pela publicação, Joaquim Barbosa, de 71 anos, não comentou a possível candidatura presidencial.
Durante os 11 anos em que atuou no STF, Barbosa presidiu a Corte e ganhou projeção nacional ao relatar o julgamento do mensalão. O ex-ministro se aposentou em 2014 e atualmente atua na elaboração de pareceres jurídicos.
Em 2018, quando estava filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), Joaquim Barbosa chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República, mas desistiu da candidatura meses antes da eleição.
Estratégia do partido
Segundo dirigentes do DC, a expectativa é de que o cenário atual seja diferente e que o ex-ministro esteja mais disposto a entrar na disputa eleitoral.
A legenda informou ter realizado pesquisas qualitativas testando o nome de Joaquim Barbosa. O resultado, conforme integrantes do partido, apontou forte identificação do ex-ministro com pautas ligadas à ética e ao combate à corrupção.
Outro eixo defendido pelo partido para uma eventual campanha presidencial seria a proposta de reformas no Judiciário, incluindo regras de conduta para ministros do STF e limites para benefícios conhecidos como “penduricalhos”.
Nos bastidores, integrantes do DC também avaliam que a trajetória pessoal de Joaquim Barbosa pode representar um diferencial eleitoral. Nascido em uma família pobre de Minas Gerais, ele se tornou o primeiro homem negro a presidir o Supremo Tribunal Federal.
Busca por alianças
A prioridade da legenda agora é estruturar uma possível campanha presidencial. O DC possui pouca representatividade nacional, com recursos limitados, sem tempo de televisão e sem direito garantido à participação em debates eleitorais.
O presidente do partido, João Caldas, iniciou conversas com dirigentes de outras siglas em busca de alianças políticas para fortalecer o projeto eleitoral.
A expectativa do partido é que o nome de Joaquim Barbosa apresente desempenho positivo nas próximas pesquisas eleitorais e atraia apoio de possíveis aliados.
