terça-feira, 26 maio, 2026

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Operação Sponsor investiga desvio de recursos em entidades carnavalescas

Da Redação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a “Operação Sponsor”, que investiga crimes de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e imóveis ligados a cinco pessoas físicas, entre elas servidores do Município de Salvador. A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa. A operação contou ainda com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTI+, da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) e da Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento de Apoio Operacional (CPAp).

Segundo as investigações, recursos públicos destinados ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada.

De acordo com os promotores de Justiça, a entidade investigada recebeu mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador. Parte dos recursos, conforme aponta a investigação, teria beneficiado integrantes da própria associação.

Os valores deveriam ser utilizados para a realização de eventos em 57 bairros da capital baiana, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.

As investigações começaram após o MPBA receber informações e documentos apresentados por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, que relataram possíveis irregularidades na destinação de verbas públicas para a execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.

O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia, que busca identificar a extensão das irregularidades e possíveis envolvidos no esquema.

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