Harmonização facial é o nome dado a um conjunto de intervenções e procedimentos estéticos minimamente invasivos, feitos com o objetivo de proporcionar mais “harmonia” aos traços do rosto, de acordo com os desejos do paciente. O processo geralmente envolve a aplicação de injetáveis, como toxina botulínica ou ácido hialurônico, em pontos específicos da face.
Qualquer pessoa pode passar pelos procedimentos, desde que queira fazer e não tenha qualquer problema de saúde ou alergia que contraindique. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), procedimentos podem ser considerados em casos específicos, geralmente quando há um benefício funcional ou psicológico significativo, e não apenas por razões puramente estéticas.
A idade geralmente indicada para procedimentos estéticos é a partir dos 18 anos, pois considera-se que o corpo já atingiu seu desenvolvimento completo e o paciente tem maturidade suficiente para tomar uma decisão consciente. Portanto, o ideal é que intervenções estéticas mais complexas não sejam realizadas em crianças ou adolescentes, e mesmo as mais simples devem contar com autorização dos pais.
Principais procedimentos
Na maior parte das vezes, a harmonização facial envolve injeções faciais de ácido hialurônico, também conhecido como preenchedor. Ele é um gel biocompatível e absorvível ao longo do tempo, seguro e estudado para essas intervenções. Quando aplicado, tem a capacidade de aumentar o volume especificamente na região desejada da face, podendo ser usado para preencher rugas e olheiras, aumentar o volume dos lábios ou simular áreas ósseas, como contorno do rosto.
Outra substância que costuma ser usada é a toxina botulínica, para tratamento de rugas ou linhas de expressão, que são aquelas marcas na pele que surgem com movimentos faciais (sorrir, franzir a testa), como os famosos “pés de galinha” ou “código de barras”. Inicialmente, essas linhas só aparecem com a contração muscular, mas, com o tempo, são aprofundadas e tornam-se permanentes devido à perda de colágeno e à repetição de gestos.
O uso de bioestimuladores para melhorar flacidez também pode fazer parte da harmonização facial.
A seguir, veja quatro perguntas e respostas sobre a harmonização facial:
É possível reverter?
Se o produto usado for ácido hialurônico, sim. Existe uma enzima chamada hialuronidase que, quando aplicada, desfaz o gel de ácido hialurônico e reverte o efeito causado. A aplicação dessa enzima não é isenta de riscos e deve ser feita por médico habilitado.
Quanto tempo dura?
Em relação ao ácido hialurônico, a duração média é de um a dois anos. Mas alguns estudos mostram resultados mais prolongados. Já a toxina botulínica costuma durar seis meses.
Quais são os riscos?
Alergia, hematomas, inchaço, infecções e oclusões vasculares estão entre as possíveis complicações. As oclusões são as mais temidas, pois podem causar necrose e cicatrizes. Embora raros, existem também relatos de cegueira e acidente vascular cerebral (AVC).
Por isso, é preciso entender que não se trata de um procedimento que deve ser banalizado.
Qual profissional procurar?
No Brasil, não há uma lei que defina quais profissionais podem realizar esses procedimentos. Diversos conselhos regem as regras de suas respectivas categorias, permitindo que pessoas de diferentes áreas conduzam esses tratamentos.
O CFM, porém, defende que procedimentos estéticos invasivos, incluindo aplicação de toxina botulínica e preenchimentos faciais, devem ser executados apenas por médicos.
Os mais indicados são aqueles com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, devido à formação específica e habilitação para garantir segurança e competência técnica no atendimento ao paciente. Esses profissionais têm experiência em procedimentos estéticos avançados e são treinados para reverter complicações, caso ocorram.
*Por Agência Einstein
