terça-feira, 9 junho, 2026

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‘Desemprego entre jovens negras evidencia racismo estrutural’, diz Ireuda Silva

Da Redação

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação, manifestou preocupação com os dados divulgados pela Rede Multiatores MUDE com Elas e pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), que apontam taxa de desemprego de 24,7% entre mulheres negras de 14 a 17 anos no Brasil.

Segundo a parlamentar, os números evidenciam que as desigualdades raciais e de gênero continuam limitando o acesso de jovens negras às oportunidades de trabalho, renda e crescimento profissional, mesmo diante de avanços registrados nos últimos anos.

“Os dados confirmam uma realidade que as mulheres negras enfrentam diariamente. Mesmo quando avançamos em escolaridade e qualificação, continuamos encontrando obstáculos maiores para acessar oportunidades de emprego, renda e crescimento profissional. Isso é resultado de um racismo estrutural que ainda marca profundamente a sociedade brasileira”, afirmou Ireuda.

O levantamento também aponta que mulheres negras apresentam os piores indicadores relacionados à desocupação, informalidade, desalento e rendimento salarial, recebendo, em média, menos da metade do rendimento dos homens brancos.

Para a vereadora, o cenário exige atuação conjunta do poder público e da iniciativa privada para ampliar políticas de inclusão produtiva e permanência no mercado de trabalho.

“Não basta abrir portas; é preciso garantir condições para que essas mulheres permaneçam e prosperem. Precisamos ampliar políticas de qualificação profissional, fortalecer programas de inclusão produtiva, incentivar a diversidade nas empresas e ampliar o acesso a creches e redes de apoio, permitindo que mais mulheres possam estudar e trabalhar com dignidade”, destacou.

Ireuda Silva também defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas para territórios periféricos, onde vivem muitas das jovens impactadas pelas desigualdades apontadas pelo estudo.

“Quando falamos de mulheres negras, estamos falando também de questões ligadas ao território, à mobilidade urbana, ao acesso aos serviços públicos e às oportunidades. Combater essas desigualdades exige um olhar integrado e permanente do Estado”, observou.

A parlamentar ressaltou ainda que sua atuação política tem sido voltada para iniciativas de empregabilidade, capacitação e fortalecimento da autonomia econômica das mulheres negras.

“Não haverá desenvolvimento pleno enquanto milhões de mulheres negras continuarem sendo deixadas para trás. A promoção da igualdade de oportunidades é uma questão de justiça social, mas também de desenvolvimento econômico e humano para todo o país”, concluiu.

Especialistas apontam que fatores históricos ligados à desigualdade racial seguem impactando indicadores sociais e econômicos no Brasil, principalmente entre jovens negras que vivem em áreas periféricas e enfrentam dificuldades de acesso à educação, qualificação e emprego formal.

O estudo reforça o debate sobre a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à redução das desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

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