quinta-feira, 11 junho, 2026

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Saiba quem são a jornalista e o servidor público são presos em operação na Bahia

Da Redação

A jornalista Verônica Silva Cardoso Gama, de 38 anos, e o servidor público Cassiano Dias Brito, de 29, estão entre os três investigados presos durante a Operação Magnum, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (10), em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. A informação é do g1.

Os mandados foram cumpridos no âmbito de uma investigação que apura o suposto envolvimento de suspeitos com grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas e a homicídios na região.

Segundo o site, Verônica é conhecida em Teixeira de Freitas pela atuação na área de marketing digital e pela gestão de uma página de notícias locais nas redes sociais, onde reúne mais de 20 mil seguidores.

Em entrevista à TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia, o advogado da jornalista, André da Silva Fernandes, afirmou que a defesa busca compreender os fundamentos da prisão temporária decretada pela Justiça.

“A gente está buscando entender a situação que motivou a prisão temporária da cliente e buscando a melhor forma para demonstrar a inocência dela, tendo em vista que ela apenas é usuária de drogas, não tendo participação no crime que ensejou a prisão temporária”, disse.

Já Cassiano Dias Brito atuava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas. Em nota, seu advogado, Yuri Gustavo de Miranda Souza, informou que recebeu com surpresa a inclusão do nome do servidor na operação policial.

Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23 anos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O terceiro investigado preso foi identificado como Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23 anos. Os advogados de Cassiano e Rafael informaram apenas que ambos já prestaram depoimento.

Operação Magnum

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Magnum é resultado de investigações iniciadas após um homicídio registrado em fevereiro deste ano.

Durante a apuração, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa suspeita de comercializar drogas por meio de um sistema de delivery.

Segundo a polícia, o assassinato investigado teria sido motivado por uma disputa entre facções rivais. A partir do caso, as equipes passaram a monitorar o grupo ao qual a vítima pertencia e identificaram possíveis conexões entre os investigados presos e integrantes das organizações criminosas.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de prisão temporária contra os três suspeitos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma quarta pessoa, cujo nome não foi divulgado, foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

Todos os detidos foram encaminhados para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Teixeira de Freitas, onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.

Defesa de servidor público pede cautela

Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Yuri Gustavo de Miranda Souza afirmou que a defesa ainda não teve acesso aos autos da investigação nem aos elementos que fundamentaram a medida cautelar.

Segundo ele, Cassiano Dias Brito não foi ouvido previamente durante o curso das investigações e não teve a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos antes da execução da medida judicial.

A defesa destacou ainda o princípio constitucional da presunção de inocência e informou que adotou providências para obter acesso integral ao processo.

“A defesa reafirma que toda pessoa submetida à persecução penal goza da presunção de inocência e possui direito ao contraditório e à ampla defesa, pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito”, afirma trecho da nota.

O advogado também solicitou cautela na divulgação de informações relacionadas ao caso, a fim de evitar julgamentos antecipados antes da conclusão das investigações.

Confira a nota da defesa do servidor público Cassiano Dias Brito:

“NOTA À IMPRENSA

A defesa de CASSIANO DIAS BRITO informa que recebeu com surpresa a divulgação de seu nome no âmbito da operação policial realizada no dia 09 de junho de 2026.

Até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos da investigação, tampouco aos elementos que teriam fundamentado a medida cautelar decretada, circunstância que impede qualquer manifestação específica acerca dos fatos apurados.

Ressalta-se que a defesa já adotou as providências necessárias para obter acesso integral aos autos, a fim de conhecer os elementos da investigação e exercer plenamente as garantias constitucionais asseguradas ao investigado.

Cumpre destacar que Cassiano Dias Brito não foi previamente ouvido pela autoridade policial durante o curso das investigações, não lhe sendo oportunizada a apresentação de sua versão dos acontecimentos antes da adoção das medidas divulgadas.

A defesa reafirma que toda pessoa submetida à persecução penal goza da presunção de inocência e possui direito ao contraditório e à ampla defesa, pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito.

Somente após o efetivo acesso aos autos e à análise técnica dos elementos de informação será possível prestar esclarecimentos mais detalhados e adotar as medidas jurídicas cabíveis para a adequada defesa dos direitos e interesses de Cassiano Dias Brito.

Por fim, a defesa conclama a sociedade e os veículos de comunicação a observarem a necessária cautela na divulgação de informações relacionadas à investigação, evitando conclusões precipitadas ou prejulgamentos incompatíveis com as garantias constitucionais vigentes.

Teixeira de Freitas/BA, 10 de junho de 2026.

YURI GUSTAVO DE MIRANDA SOUZA

Advogado”

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