sexta-feira, 12 junho, 2026

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Confira seis mitos e verdades sobre o DIU

Da Redação

O Dispositivo Intrauterino (DIU) tem se consolidado como um dos métodos contraceptivos mais eficazes e procurados por mulheres que buscam uma alternativa segura e de longa duração para o planejamento reprodutivo.

Ao mesmo tempo, discussões sobre a experiência da inserção do dispositivo têm ganhado espaço nas redes sociais, consultórios e meios de comunicação, levantando dúvidas sobre dor, acolhimento e alternativas para tornar o procedimento mais confortável.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 milhões de mulheres utilizam DIUs em todo o mundo. O método é reconhecido pela eficácia superior a 99%, além de ser reversível e oferecer proteção por longos períodos.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Larissa Cassiano, o acesso à informação é fundamental para que as mulheres possam tomar decisões conscientes sobre sua saúde reprodutiva.

“A escolha de um método contraceptivo deve ser feita com base em informação de qualidade. Isso inclui entender os benefícios do DIU, mas também saber como funciona a inserção, quais sensações podem ocorrer durante o procedimento e quais recursos podem ser utilizados para proporcionar mais conforto à paciente”, afirma.

Dor durante a inserção

Uma das dúvidas mais frequentes entre as pacientes está relacionada à dor durante a colocação do dispositivo.

Segundo a especialista, a inserção do DIU pode causar desconforto ou dor, mas a intensidade varia de mulher para mulher. Fatores como sensibilidade individual, anatomia do colo do útero, histórico ginecológico e níveis de ansiedade podem influenciar a experiência.

“É importante reconhecer que a dor existe e que ela não deve ser minimizada. Cada mulher vivencia o procedimento de forma diferente. O mais importante é que essa experiência seja acolhida, discutida previamente e acompanhada por um profissional capacitado”, explica Dra. Larissa.

Alternativas para reduzir o desconforto

A especialista destaca que existem diferentes estratégias para tornar o procedimento mais confortável, embora muitas pacientes desconheçam essas possibilidades.

Entre as alternativas estão o uso de analgésicos, anestesia local, bloqueios anestésicos, sedação e, em situações específicas, acompanhamento anestésico. A escolha depende da avaliação médica e das características individuais de cada paciente.

“Muitas pacientes chegam ao consultório sem saber que existem alternativas para o manejo da dor. Por isso, a conversa prévia é fundamental. O plano de cuidado deve ser individualizado e construído em conjunto entre a paciente e o profissional de saúde”, destaca.

Mitos e verdades sobre o DIU

Outro tema frequentemente debatido envolve informações incorretas sobre o método contraceptivo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o DIU não causa infertilidade quando utilizado corretamente. Após a retirada do dispositivo, a fertilidade costuma retornar rapidamente.

Também é mito a ideia de que apenas mulheres que já tiveram filhos podem utilizar o método. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o DIU pode ser indicado para mulheres com ou sem filhos, desde que não existam contraindicações clínicas.

“Hoje sabemos que o DIU é uma opção segura para diferentes perfis de pacientes. A indicação deve ser individualizada e baseada em avaliação médica, não em mitos que foram perpetuados ao longo dos anos”, afirma Dra. Larissa.

Outro esclarecimento importante é que exercícios físicos, atividades esportivas e relações sexuais não costumam deslocar o dispositivo. Embora existam casos raros de expulsão parcial, principalmente nos primeiros meses após a inserção, a situação representa uma pequena parcela dos casos.

Método está entre os mais eficazes

Segundo o Ministério da Saúde, o DIU figura entre os métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente, com eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez.

Além da elevada proteção, o método se destaca pela praticidade, já que não depende de uso diário nem de lembranças frequentes para manter sua eficácia.

Para Dra. Larissa, o aumento das discussões sobre a experiência da inserção pode contribuir para ampliar o acesso à informação de qualidade e fortalecer o cuidado centrado na paciente.

“Falar sobre dor não deve afastar as mulheres do método. Pelo contrário. Quanto mais transparente for a conversa sobre o procedimento, maiores são as chances de que cada paciente faça uma escolha consciente, conheça as possibilidades de manejo disponíveis e se sinta acolhida durante todo o processo. Informação, autonomia e cuidado devem caminhar juntos”, conclui.

Com orientação adequada, acompanhamento profissional e acesso a informações baseadas em evidências científicas, o DIU segue como uma das principais ferramentas de planejamento reprodutivo, oferecendo segurança, praticidade e autonomia para milhões de mulheres em todo o mundo.

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