Da Redação
Um ex-funcionário do Clube Espanhol foi preso nesta sexta-feira (12), em Salvador, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude e desvio de recursos da instituição. O homem foi localizado em sua residência, no bairro de Pero Vaz, durante operação da Polícia Civil.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Salvador), o suspeito atuava no setor de contabilidade do clube e teria utilizado a posição de confiança para desviar recursos financeiros entre janeiro de 2025 e abril de 2026.
As apurações apontam que parte do dinheiro desviado teria sido utilizada na aquisição de imóveis, de um veículo de alto padrão e de outros bens considerados incompatíveis com a renda declarada pelo investigado. Durante a operação, também foram apreendidos objetos usados para mobiliar e equipar um imóvel que, de acordo com a polícia, teria sido adquirido com recursos provenientes dos desvios.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, a Justiça autorizou medidas de busca e apreensão, bloqueio de ativos financeiros e sequestro de bens relacionados à investigação.
Clube afirma colaborar com as investigações
Em nota, a diretoria do Clube Espanhol informou que tomou conhecimento da prisão do ex-funcionário e ressaltou que ele já havia sido desligado da instituição por justa causa após a identificação de irregularidades.
“A Diretoria do Clube Espanhol tomou conhecimento da prisão de um ex-funcionário da instituição, ocorrida nesta sexta-feira (12). O referido colaborador já havia sido desligado do quadro funcional do clube por justa causa, após a constatação de irregularidades em sua conduta. A Diretoria segue colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.
A instituição também reafirmou o compromisso com a transparência, a integridade administrativa e a defesa dos interesses do clube e de seus associados.
Investigações continuam
De acordo com a Polícia Civil, a operação foi resultado de um trabalho de análise documental, rastreamento financeiro, levantamento patrimonial e cruzamento de informações.
As investigações seguem em andamento para identificar a extensão dos prejuízos causados à instituição e apurar a possível participação de outras pessoas no esquema.
