terça-feira, 23 junho, 2026

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Doenças respiratórias aumentam durante o inverno; veja como se proteger

Da Redação

O inverno brasileiro traz condições que favorecem a disseminação de doenças respiratórias, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados contribui para a circulação de vírus como influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório e rinovírus.

Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam que o Brasil registrou 40.259 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até o início de junho de 2026. Os casos estão relacionados a infecções causadas por vírus sincicial respiratório, influenza, rinovírus e SARS-CoV-2.

Segundo o infectologista Igor Marinho, da Rede de Hospitais São Camilo, o frio não é o responsável direto pelas doenças, mas cria condições que facilitam a transmissão dos agentes infecciosos.

“A exposição ao ar frio e seco irrita as mucosas do sistema respiratório, tornando-as mais vulneráveis à entrada de invasores. A tendência natural de fecharmos portas e janelas para manter o calor reduz a circulação de ar, facilitando a concentração de partículas virais e a transmissão entre pessoas”, explica o especialista.

Fatores que favorecem as infecções

De acordo com Marinho, três fatores principais ajudam a explicar o aumento dos casos durante o inverno. O primeiro é a permanência prolongada em ambientes fechados, o que reduz a renovação do ar e aumenta a concentração de partículas virais suspensas após tosses e espirros.

“Somado a isso, o ar seco facilita a evaporação de gotículas expelidas pela fala ou pela tosse, fazendo com que permaneçam por períodos mais longos no ambiente. Por fim, o ressecamento natural das vias aéreas fragiliza as mucosas, prejudicando a função de barreira natural do nariz e da garganta”, reforça o infectologista.

Como prevenir doenças respiratórias no inverno

Para reduzir o risco de infecções e evitar complicações, o especialista recomenda manter os ambientes ventilados, mesmo nos dias mais frios. A abertura de portas e janelas favorece a circulação do ar e reduz a concentração de vírus em locais fechados.

Outra orientação é manter a vacinação em dia. As vacinas contra a gripe e os reforços contra a COVID-19 continuam sendo as medidas mais eficazes para prevenir casos graves e internações.

A hidratação também é considerada essencial. Beber água regularmente e utilizar soro fisiológico para hidratar as vias nasais ajudam a preservar as mucosas respiratórias e fortalecer as defesas naturais do organismo.

Além disso, hábitos simples, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, continuam sendo importantes aliados na prevenção. A chamada etiqueta respiratória, que consiste em tossir ou espirrar no antebraço, também contribui para reduzir a transmissão de vírus.

Atenção redobrada para idosos e crianças

O médico destaca que idosos e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações provocadas por infecções respiratórias. Por isso, qualquer sinal de agravamento deve ser avaliado por profissionais de saúde.

“Em idosos, comorbidades como diabetes e cardiopatias podem comprometer o sistema imunológico, elevando o risco de infecções. Já em crianças, condições crônicas como a asma aumentam a probabilidade de complicações. Por isso, a prevenção é a forma mais importante de cuidado nesse período”, conclui Marinho.

Especialistas também recomendam manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, sono de qualidade, prática regular de atividades físicas e controle do estresse, fatores que contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico.

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