quinta-feira, 2 julho, 2026

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Vereadores destacam legado do 2 de Julho em Salvador

Da Redação

Os vereadores de Salvador participaram, na manhã desta quinta-feira (2), das comemorações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia, durante o tradicional cortejo cívico entre a Lapinha e o Campo Grande. Ao longo da celebração, parlamentares ressaltaram a importância histórica da data, a contribuição da Bahia para a consolidação da independência nacional e o papel da população na preservação desse patrimônio cívico.

A edição deste ano tem como tema “A Libertação da Bahia” e ocorre em um momento simbólico para o estado. Com a sanção da Lei Federal nº 15.454/2026, Salvador passa a ser, anualmente no dia 2 de Julho, a capital simbólica do Brasil em homenagem à data histórica.

Ao lado dos demais parlamentares, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), destacou o significado do cortejo para a história baiana e brasileira.

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

“O 2 de Julho é uma das mais importantes datas históricas da Bahia e do Brasil. E também é um momento de reverenciar os bravos baianos que expulsaram os representantes da Coroa Portuguesa e consolidaram, assim, a Independência do Brasil. Além disso, é um momento cívico marcado pela diversidade, com a participação intensa da população de Salvador e de grupos que representam a sociedade civil organizada e também os militares.”

Memória histórica e ideais de liberdade

O líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União Brasil), afirmou que preservar a memória da luta pela independência é essencial para fortalecer os valores de liberdade e igualdade.

“O 2 de Julho tem um simbolismo muito importante para a Bahia e para o Brasil porque foi aqui que, em um ato de bravura, os nossos conterrâneos conquistaram a nossa independência. Esses ideais permanecem vivos até os dias de hoje e, por isso, reviver essa data é fundamental para que possamos ficar fortalecidos nos dias atuais.”

O vereador acrescentou que participar do cortejo representa uma oportunidade de renovar o compromisso com a população.

“Enquanto vereador e representante do povo de Salvador, é muito importante participar dessa caminhada, receber essa energia e continuar seguindo com as mesmas lutas, com o mesmo sentimento de independência, de liberdade e, sobretudo, de igualdade.”

Mulheres ganham destaque nas homenagens

A participação feminina na luta pela independência foi enfatizada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que relembrou personagens históricas como Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa.

“Para nós, mulheres, o 2 de Julho tem um significado especial porque foram as mulheres que libertaram o Brasil do jugo português. A Independência do Brasil, a Independência da Bahia, é a independência feminina.”

Segundo a parlamentar, o exemplo dessas mulheres continua inspirando novas lutas.

“Todo ano estamos aqui caminhando por elas, fazendo esse mesmo percurso, porque ainda precisamos refazê-lo. Nós precisamos nos livrar de outros impérios. Então, este ano, temos que pensar e refletir que o povo brasileiro precisa repetir, cada vez mais alto e com mais convicção, o Viva o 2 de Julho!”

Educação e preservação da história

A vereadora Marta Rodrigues (PT) destacou a chegada do Fogo Simbólico a Salvador e defendeu a valorização da história da Independência da Bahia também nos espaços educativos.

“Ontem, vimos o Fogo Simbólico [que saiu de Cachoeira no dia 30], passando por Valéria, chegando a Pirajá, e seguindo hoje para o Campo Grande. Esse momento é de uma importância histórica porque a Independência do Brasil foi consolidada na Bahia.”

Vereadora Marta Rodrigues e a presidente da Assembleia Legislativa, Iavan Bastos
Foto: Reginaldo Ipê/CMS

Ela também reforçou a necessidade de manter viva essa memória.

“Na Escola do Legislativo, por exemplo, temos essa preocupação de abordar a história do 2 de Julho. Isso já acontece nas escolas municipais, estaduais e particulares, mas também cabe à nossa Casa contribuir para preservar e divulgar esse momento histórico tão importante. Precisamos continuar contando esta história.”

Data reforça identidade e patriotismo

Durante a caminhada, outros vereadores também ressaltaram o simbolismo da celebração.

Para Alexandre Aleluia (Novo), a data representa “um momento único na história do Brasil” e relembra “a maior batalha pela independência da América do Sul”.

A vereadora Débora Santana (PSDB) associou o 2 de Julho aos valores de resistência e superação, afirmando que “resiliência é saber se transformar em meio ao caos”. Ela concluiu a mensagem desejando: “Que Deus abençoe os nossos queridos baianos!”

Téo Senna (PSDB) afirmou que a força da comemoração está na participação popular.

 

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

“É a população que dá vida a essa celebração e reafirma os valores da democracia em Salvador e em toda a Bahia.”

O vereador Duda Sanches (PSDB) avaliou que a data também convida à reflexão sobre os desafios atuais da sociedade e lembrou do pai, o ex-deputado Alan Sanches.

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

“Hoje, infelizmente, ele não está mais entre nós. Por isso, este é um dia de sentimentos misturados e de muitas reflexões.”

Liberdade, democracia e orgulho baiano

Os vereadores Kel Torres (Republicanos), Rodrigo Amaral (PSDB), Sandro Bahiense (PP), Orlando Palhinha (União Brasil), Fábio Souza (PRD), Omarzinho Gordilho (PDT) e Sidninho (PP) também participaram da celebração.

Em comum, destacaram a importância da Independência da Bahia para a consolidação da liberdade no país, defenderam a preservação da memória histórica e ressaltaram o orgulho de representar o povo baiano durante uma das principais datas cívicas do estado.

Para Orlando Palhinha, “a verdadeira independência do Brasil passou pela Bahia”, enquanto Omarzinho Gordilho afirmou que o 2 de Julho “fortalece o nosso patriotismo e valoriza a história do povo baiano”. Sidninho definiu a data como “um marco do nosso calendário nacional” e destacou que participar da celebração representa “estar ao lado do povo, valorizando essa cultura que só a Bahia tem”.

A participação dos vereadores reforçou o caráter histórico, democrático e popular do cortejo, que reúne anualmente milhares de pessoas para celebrar a consolidação da Independência do Brasil em território baiano.

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