Da Redação
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) criticou a situação dos cemitérios públicos de Salvador após reportagens exibidas pela TV Bahia na segunda-feira (6) e nesta terça-feira (7). Segundo a deputada, as imagens reveladas pela emissora expõem problemas estruturais que, na avaliação dela, contrastam com a imagem divulgada pela administração municipal.
As reportagens mostraram caixões descartados a céu aberto, mato alto, mau cheiro, estruturas deterioradas, presença de insetos e dificuldades enfrentadas por famílias durante sepultamentos. Para Lídice, o cenário evidencia uma realidade conhecida por moradores de bairros populares, mas pouco retratada nas campanhas institucionais da Prefeitura de Salvador.
“A reportagem da TV Bahia escancarou uma situação muito grave e constrangedora para a gestão municipal. Quando a própria emissora ligada à família de ACM Neto mostra cemitérios abandonados, caixões expostos, mato tomando conta dos espaços e risco à saúde pública, fica evidente que há uma distância enorme entre a Salvador da propaganda e a Salvador vivida pela maioria da população”, afirmou.
Críticas ao modelo de gestão
Na avaliação da deputada, o estado de conservação dos cemitérios não representa um caso isolado, mas seria reflexo de problemas mais amplos na prestação de serviços públicos municipais.
“O que aparece nos cemitérios também aparece em muitos bairros populares: lixo acumulado, equipamentos públicos sem manutenção, ruas sem cuidado e serviços funcionando de forma precária. O marketing pode até produzir uma cidade bonita nos comerciais, mas não substitui zeladoria, presença do poder público e respeito à população”, declarou.
Lídice também cobrou esclarecimentos da administração municipal sobre a qualidade dos serviços urbanos e a aplicação dos recursos públicos destinados à manutenção da cidade.
“Salvador cobra caro por serviços urbanos, mas o povo nem sempre vê esse dinheiro voltar em limpeza eficiente, manutenção adequada e respeito aos trabalhadores. Quando os profissionais da limpeza reivindicam melhores condições, a resposta da gestão é ameaça e judicialização. O resultado está aí: uma cidade que precisa de mais cuidado e uma população pagando a conta de um modelo político que prioriza propaganda, mas deixa o serviço público na ponta em segundo plano”, completou.
