quinta-feira, 9 julho, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

SUS e UNICEF oferecem plataforma online gratuita de saúde mental para jovens de 13 a 24 anos

Da Redação

Adolescentes e jovens entre 13 e 24 anos podem contar com atendimento gratuito em saúde mental por meio da plataforma Pode Falar, serviço que oferece escuta acolhedora, inclusive com a possibilidade de atendimento anônimo. A iniciativa tem capacidade para realizar até 11 mil atendimentos por mês, o equivalente a uma média de 15 acolhimentos por hora.

Os atendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre acompanhados por professores e submetidos a um processo contínuo de formação. Segundo os organizadores, o modelo busca garantir qualidade, segurança e acolhimento aos usuários.

A plataforma é resultado de uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e foi desenvolvida para fortalecer a oferta de atendimento em saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

As pessoas podem acessar podefalar.org.br

Como funciona o atendimento

O primeiro contato ocorre por meio de um chatbot, que faz uma escuta inicial e disponibiliza conteúdos educativos sobre saúde mental, ajudando o usuário a compreender melhor suas emoções. Quando o sistema identifica a necessidade de um suporte mais especializado, a conversa é encaminhada para um atendimento humano, com escuta qualificada.

O atendimento individual funciona de segunda-feira a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília, e pode ser acessado pelo site www.podefalar.org.br. A plataforma atua como uma porta de entrada para o cuidado em saúde mental, com funcionamento semelhante ao do Centro de Valorização da Vida (CVV), porém voltado especificamente ao público jovem.

Rede de atendimento do SUS

Além da plataforma, o SUS disponibiliza assistência em saúde mental para todas as faixas etárias. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pela Atenção Primária, e, quando necessário, o paciente é encaminhado para serviços especializados, assegurando a continuidade do tratamento.

O fortalecimento de canais digitais de acolhimento amplia o acesso de adolescentes e jovens aos serviços de saúde mental, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades para buscar ajuda presencial ou preferem um primeiro contato online.

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