quarta-feira, 15 julho, 2026

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Pesquisa Quaest: Lula vence Flávio com 45% a 37% no segundo turno

Da Redação

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Lula (PT) vencendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por 45% a 37% em simulação de segundo turno. A vantagem de oito pontos consolida ganho em relação a junho, quando a diferença era de seis pontos (44% para Lula contra 38% para Flávio). Em maio, ambos registravam empate técnico: 42% e 41%, respectivamente, dentro da margem de erro.

Brancos, nulos e eleitores que declaram não comparecer somam 14% das intenções; indecisos, 4%. A Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho. O nível de confiança é 95%, com margem máxima de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada sob o código BR-07181/2026.

Rejeição  a Flávio dispara; aprovação a Lula bate recorde

Enquanto a rejeição de Lula apresenta tendência de queda e marca 50%, a de Flávio dispara e atinge 57% – o maior índice entre todos os pré-candidatos testados. Ronaldo Caiado (PSD) registra 34%, Romeu Zema (Novo) 31%, Cabo Daciolo (Mobiliza) 27%, Joaquim Barbosa (DC) 18%, Renan Santos (Missão) 17% e Augusto Cury (Avante) 16%.

A aprovação do governo Lula também avança: 48% aprovam sua gestão, enquanto 47% desaprovam – pela primeira vez desde julho de 2025, a aprovação supera numericamente a desaprovação. A avaliação negativa recuou sete pontos desde o pico de 43% em março. A positiva é numericamente a maior da série histórica iniciada há um ano, com 36%; o índice regular ficou em 26%.

Michelle Bolsonaro e o racha bolsonarista

O resultado emerge dias após ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicar vídeo afirmando que Flávio a desrespeitou, maltratou e deixou subentendido que não desejava seu apoio. Flávio respondeu lendo carta na qual Jair Bolsonaro reafirma apoio ao filho. O ministro Alexandre de Moraes (STF) posteriormente proibiu visitas de Flávio a Jair, citando descumprimento de medida cautelar que impede o ex-presidente de usar redes sociais.

Quando questionados, 49% dos eleitores disseram conhecer os vídeos de Michelle, enquanto 51% desconhecem. Para 45%, a ex-primeira-dama acertou ao divulgar; 38% acreditam que errou. No segmento bolsonarista, 45% veem que participação direta de Michelle aumentaria as chances de Flávio, contra 41% que discordam. Entre a direita não bolsonarista, o apoio dela sobe: 53% consideram que agregaria, ante 40% que negam.

No agregado geral, 42% concordam mais com Michelle. Outros 18% se alinham mais ao filho do ex-presidente; 3% concordam com ambos em parte; 22% não se posicionam com nenhum. Não souberam opinar 15%.

Investigação Banco Master preocupa campanha

A apuração da Polícia Federal sobre Jaques Wagner e o Banco Master divide a percepção eleitoral. 31% afirmaram saber e estar bem informados sobre o caso; 15% têm conhecimento superficial; 54% desconhecem integralmente.

Para 37%, a investigação impacta muito negativamente a campanha de Lula. Outros 25% avaliam que afeta de forma negativa, mas pouco. Apenas 22% consideram que não há impacto relevante. Ainda assim, 61% dos entrevistados – inclusive entre eleitores lulistas – acreditam que Wagner agiu de forma errada. Apenas 11% não veem irregularidade. Entre apoiadores de Lula, o padrão é idêntico: 61% veem erro de Wagner, 16% não.

Primeiro turno: Lula com 40%, Flávio com 28%

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40%, seguido por Flávio com 28%. Ronaldo Caiado aparece com 4%, Renan Santos com 3%, e Romeu Zema com 2%. Cabo Daciolo, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Samara Martins (UP) registram 1% cada; demais candidatos não pontuaram.

Indecisos somam 11%; 8% declaram votar em branco, anular ou não comparecer. Na pergunta espontânea (sem sugestões), Lula mantém dianteira com 26%, contra 14% para Flávio e 1% para Jair Bolsonaro. Indecisos chegam a 54%.

Lula venceria qualquer adversário no segundo turno

No segundo turno contra todos os testados, o presidente sai vencedor. Marca 45% contra Flávio (37%), 36% contra Caiado, 35% contra Zema e 33% contra Renan. Os rivais da direita não bolsonarista ainda enfrentam desconhecimento relevante: 44% no caso de Caiado, 50% no de Zema e 77% no de Renan.

Programa Desenrola amplia alcance

O conhecimento sobre Desenrola 2.0 cresce: 57% em maio, 61% em junho, 66% agora em julho. Para 55%, o programa federal voltado a famílias endividadas é boa ideia; 21% avaliam negativamente; 20% acreditam que ajuda pouco.

Entre beneficiados, 35% relataram aumento significativo de renda com o programa, enquanto 33% não sentiram diferença. Para 31%, a renda cresceu, mas modestamente.

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