Da Redação
A rotina corrida ainda é um dos principais obstáculos para a prática regular de atividade física entre os brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 47% da população não alcança o tempo mínimo de exercícios recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), colocando o Brasil como o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial.
Apesar desse cenário, especialistas afirmam que a falta de tempo não precisa ser um impedimento para cuidar da saúde. A OMS recomenda entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana, meta que pode ser atingida por meio de sessões curtas e frequentes.
Segundo José Adeirton, especialista em fisiologia do exercício e biomecânica, é possível conquistar resultados importantes com aproximadamente 40 minutos diários de exercícios, desde que a prática seja constante e planejada.
“Muitas pessoas ainda associam resultados a treinos longos, mas a eficácia está muito mais relacionada à frequência semanal. É a regularidade que realmente promove evolução e qualidade de vida. Quando há planejamento, intensidade adequada e constância, treinos de aproximadamente 40 minutos podem contribuir para o fortalecimento muscular, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, aumentar o gasto calórico e proporcionar mais disposição para as atividades do dia a dia”, destaca.
A preocupação com o sedentarismo também cresce diante das projeções da OMS, que estimam que, até 2030, mais de 500 milhões de pessoas poderão desenvolver doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à falta de atividade física.
Especialista esclarece mitos e verdades
Entre as dúvidas mais comuns está a relação entre treinos curtos e emagrecimento. De acordo com José Adeirton, afirmar que sessões de aproximadamente 40 minutos não ajudam a perder peso é um mito.
“O emagrecimento está relacionado ao gasto calórico total e à intensidade do exercício. Modalidades como o HIIT elevam rapidamente a frequência cardíaca e mantêm o metabolismo acelerado mesmo após o término da atividade. O segredo não está no tempo de treino, mas na intensidade aplicada”, ressalta.
O especialista também afirma que é possível ganhar massa muscular com treinos de curta duração, desde que a programação seja adequada.
“Um treino de força bem estruturado, com foco em exercícios compostos e intervalos curtos de descanso, pode ser altamente eficaz para o ganho de massa muscular”, afirma José.
Outro ponto destacado é que exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo, dança e esportes, também promovem benefícios importantes para a saúde.
“Não adianta treinar duas horas apenas duas vezes por semana. A regularidade é o principal pilar da saúde física. Manter o corpo em movimento ao longo de toda a semana gera benefícios muito maiores a longo prazo do que treinos esporádicos”, explica.
Além dos ganhos físicos, o especialista ressalta os impactos positivos para a saúde mental.
“Para quem tem uma rotina estressante, uma pausa breve para se exercitar funciona como uma válvula de escape, melhorando o foco, o humor e a qualidade do sono, sem a pressão de precisar reservar horas do dia para isso”, ressalta.
José Adeirton também reforça que exercícios rápidos não são exclusivos para pessoas jovens.
“Pessoas de todas as idades podem melhorar a saúde por meio da prática regular de exercícios, desde que respeitem suas condições individuais e limitações”, conclui o especialista.
Sedentarismo preocupa especialistas
O aumento dos índices de inatividade física tem colocado o sedentarismo entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outros problemas crônicos. A adoção de uma rotina regular de exercícios é apontada por entidades de saúde como uma das principais medidas preventivas.
Nesse cenário, cresce a procura por modelos de treinamento que conciliem eficiência e praticidade. Academias que oferecem circuitos de curta duração têm atraído pessoas que buscam encaixar a atividade física na rotina sem comprometer os resultados.

