quarta-feira, 12 agosto, 2026

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Inflação Oficial recua para 0,07% em julho, aponta IBGE

Da Redação

A Inflação Oficial do Brasil desacelerou em julho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação ao índice de 0,16% registrado em junho.

No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44%. Nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados no período de 12 meses imediatamente anterior. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Entre os grupos pesquisados, Habitação apresentou a maior alta, de 0,99%, com impacto de 0,15 p.p. no índice geral. Já Alimentação e bebidas teve queda de 0,67%, contribuindo negativamente com 0,14 p.p.

Os demais grupos apresentaram variações entre a queda de 0,66% em Vestuário e a alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentos puxam queda da inflação

A queda dos preços dos alimentos também apareceu nos dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na segunda-feira (10/8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o levantamento, o preço do conjunto de alimentos básicos caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho. As maiores reduções, na comparação com junho, ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%).

Em Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, as quedas ficaram entre 6,71% e 6,04%. Apenas São Luís apresentou aumento no custo da cesta básica, com variação positiva de 0,3%.

No IPCA, o grupo Alimentação e bebidas recuou 0,67% em julho, influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu 1,14%.

Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão o tomate (-29,09%), principal impacto negativo do mês, com -0,10 p.p., a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%).

Salvador registra deflação

O levantamento do IPCA abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Em 14 localidades, o índice apresentou queda em relação a junho. Entre elas estão Rio Branco, Rio de Janeiro, Vitória, São Luís, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia, Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém.

Em Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém, o IPCA de julho ficou negativo. O resultado caracteriza deflação, situação em que a média geral dos preços de produtos e serviços pesquisados diminui.

Passagens aéreas sobem, mas combustíveis caem

O grupo Transportes apresentou alta de 0,05% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 11,67% nas passagens aéreas.

Por outro lado, os combustíveis registraram queda de 1,44%. Todos os itens pesquisados apresentaram recuo: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

Como o IPCA é calculado

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda.

Para o cálculo de julho, foram comparados os preços coletados entre 1º e 30 de julho de 2026 com os valores vigentes entre 30 de maio e 30 de junho de 2026.

INPC também registra queda

O IBGE também divulgou nesta terça-feira (11/8) os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador registrou variação de -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo do resultado de junho, quando havia apresentado alta de 0,14%.

No acumulado do ano, o INPC registra alta de 3,50%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 4,10%, abaixo dos 4,33% registrados nos 12 meses anteriores. Em julho de 2025, o índice havia sido de 0,21%.

Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,29% em junho para recuo de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios desaceleraram de uma alta de 0,28% para 0,23%.

São Paulo tem maior alta do INPC

Entre os índices regionais do INPC, a maior variação foi registrada em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas de 7,60% na energia elétrica residencial e de 2,61% no conserto de automóvel.

A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), resultado influenciado pelas quedas de 3,42% na gasolina e de 14,24% no açaí.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e considera famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, cujo chefe seja assalariado. A pesquisa abrange as mesmas regiões metropolitanas, municípios e Brasília considerados no IPCA.

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