Da Redação
Salvador passa a contar oficialmente com a Feira Municipal da Estética Afro, instituída pela Lei Nº 10.022/2026, sancionada pelo prefeito Bruno Reis. A iniciativa busca fortalecer a valorização da cultura negra e estimular o empreendedorismo étnico na capital baiana.
A lei é resultado de um projeto de autoria da vereadora Ireuda Silva (Republicanos), aprovado pela Câmara Municipal de Salvador. A proposta estabelece a feira como uma iniciativa voltada principalmente à economia criativa relacionada aos cuidados com cabelos crespos e cacheados e aos penteados afro.
Além de incentivar o segmento da estética afro, a legislação tem entre seus objetivos promover a inclusão produtiva e ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda no município.
Com a sanção da lei, a Feira Municipal da Estética Afro passa a integrar o calendário de políticas públicas de incentivo ao setor. A participação terá prioridade para profissionais de baixa renda, trabalhadores autônomos e empreendedores ligados à beleza negra e à economia criativa afro.
Valorização da estética afro
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação da Câmara de Salvador, Ireuda Silva atua na defesa dos direitos e do protagonismo das mulheres negras.
A parlamentar também é autora da lei que regulamentou a profissão de trancista no Brasil. A medida representou uma mudança no reconhecimento formal da atividade exercida por profissionais do segmento.
“A estética afro não é apenas sobre beleza, é sobre identidade, ancestralidade, autoimagem e, acima de tudo, sustentabilidade financeira para milhares de famílias em Salvador. A Feira Municipal da Estética Afro vem para consolidar esse espaço de dignidade, autonomia e visibilidade para nossas trancistas e empreendedores da economia negra”, destacou a vereadora Ireuda Silva.

