sábado, 22 agosto, 2026

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Salvador e Senhor do Bonfim têm o maior número absoluto de quilombolas do Nordeste

Da Redação

Quase sete em cada dez quilombolas brasileiros vivem no Nordeste. São 906.337 pessoas distribuídas pelos nove estados da região, segundo dados do Censo Demográfico 2022. Bahia e Maranhão concentram, juntos, 666.670 quilombolas, o equivalente a metade da população quilombola do país.

Entre os municípios com maior número absoluto de quilombolas estão Senhor do Bonfim (BA), com 15.999 pessoas; Salvador (BA), com 15.897; e Alcântara (MA), com 15.616.

Em termos proporcionais, Alcântara apresenta a maior concentração de população quilombola da região. No município maranhense, 84,5% da população é quilombola.

As informações estão reunidas no novo painel de Demografia Quilombola do Data Nordeste, plataforma da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A ferramenta busca ampliar a visibilidade sobre uma população historicamente pouco representada nas estatísticas e oferecer informações para o planejamento territorial e a formulação de políticas públicas.

Os dados permitem identificar a localização das comunidades quilombolas e dimensionar demandas relacionadas a serviços públicos e à garantia de direitos, principalmente em áreas rurais e mais isoladas.

Mais da metade da população quilombola nordestina, 567.098 pessoas, vive no semiárido.

Dados para políticas públicas

Segundo a coordenadora-geral de Desenvolvimento Econômico, Social, Cultural e Inovação, Ludmilla Calado, o painel pode contribuir para identificar padrões de distribuição territorial e compreender as características demográficas da população quilombola.

A ferramenta também pode subsidiar ações voltadas à promoção da igualdade racial, à garantia de direitos e ao desenvolvimento das comunidades quilombolas.

“A ferramenta amplia o acesso a informações que podem subsidiar análises e o planejamento regional”, afirma Ludmilla.

O Censo Demográfico 2022 foi o primeiro realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a identificar e contabilizar a população quilombola brasileira como grupo étnico.

“ A inclusão desse recorte permite conhecer, pela primeira vez em uma operação censitária nacional, características demográficas e territoriais dessa população em diferentes escalas”, destaca a professora Luciana Ferreira.

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