quinta-feira, 3 setembro, 2026

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Projeto de Lei prevê limite para ultraprocessados na merenda escolar

Da Redação

O Projeto de Lei 3228/26 prevê limites para a aquisição de alimentos processados e ultraprocessados com recursos federais destinados à merenda escolar. A proposta altera a Lei 11.947/09, que regulamenta o atendimento da alimentação escolar aos estudantes da educação básica.

O texto estabelece parâmetros para a aplicação dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Pela proposta, pelo menos 85% dos recursos deverão ser destinados à compra de alimentos in natura ou minimamente processados.

Já a aquisição de alimentos processados e ultraprocessados ficará limitada a 10% dos recursos, enquanto até 5% poderão ser destinados à compra de ingredientes culinários processados.

Além desses percentuais, o projeto proíbe a utilização de recursos federais do PNAE para a compra de produtos que apresentem advertências de alto conteúdo de nutrientes críticos nas embalagens, conforme regulamentação sanitária.

Previsão em lei

Autora da proposta, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que as restrições já estão previstas em resoluções do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável pelo PNAE, mas defendeu que essas regras sejam incorporadas à legislação.

“O projeto corrige assimetrias ao elevar à condição de norma legal os padrões já estabelecidos pelo Poder Executivo, conferindo-lhes estabilidade, previsibilidade e proteção ao controle social”, disse Tabata Amaral na justificativa apresentada.

A deputada também destacou o papel da alimentação oferecida nas escolas para crianças e adolescentes.

“Para milhões de crianças e jovens, a refeição oferecida na escola é a principal oportunidade diária de acesso a uma alimentação saudável, o que torna o perfil nutricional das compras do PNAE uma questão de saúde pública”, continuou ela.

Próximos passos

O Projeto de Lei 3228/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que a proposta se transforme em lei, ainda será necessária a aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

O que muda na prática

Se aprovado, o projeto transformará em lei os percentuais previstos para a utilização dos recursos federais do PNAE. A proposta também cria uma restrição adicional à compra de produtos com advertências relacionadas ao alto teor de nutrientes críticos.

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