Da Redação
O médico ginecologista Rodrigo Costa Brandão foi preso na quarta-feira (2), em Barreiras, no oeste da Bahia, suspeito de contratar o sequestro de um motorista de aplicativo de 27 anos e de participar diretamente das agressões contra a vítima. Segundo informações apuradas pela TV Bahia com fontes ligadas à investigação, o médico teria participado da tortura e do estupro do homem enquanto estava encapuzado.
Rodrigo é suspeito de ter contratado Hayra Haianne Queiroz e Adilson Rodrigues Macedo para atrair e sequestrar a vítima. Os três foram presos temporariamente durante a Operação Emboscada, deflagrada pela Polícia Civil.
Ainda segundo a apuração, Hayra teria solicitado uma corrida por aplicativo enquanto a vítima trabalhava como motorista. O chamado teria sido utilizado para atraí-lo até o local onde o sequestro foi realizado.
No cativeiro, o homem teria permanecido por quase duas horas. Conforme as informações obtidas pela TV Bahia, ele foi torturado e sofreu violência sexual, sendo obrigado a manter relação sexual.
A investigação aponta que Rodrigo teria participado das agressões encapuzado. Depois, Adilson também teria participado da tortura junto com um quarto suspeito, que ainda é procurado pela polícia.
Após as agressões, a vítima teria sido deixada nua em uma estrada na região de Catolândia, também no oeste baiano.
Relação entre médico e vítima
Segundo a investigação, Rodrigo mantinha um relacionamento com a vítima. O homem tinha 27 anos na época do crime e trabalhava como motorista de aplicativo.
A vítima também havia se formado em medicina no Paraguai. A principal suspeita investigada pela polícia é de que Rodrigo tenha planejado o crime após o fim do relacionamento e contratado outras pessoas para executar a ação.
A ocorrência foi registrada pela vítima em setembro de 2025, quando as investigações tiveram início.
Prisões
Além das três prisões temporárias, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca em quatro endereços ligados aos investigados durante a Operação Emboscada.
Para esclarecer o caso, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, trajetos percorridos pelos envolvidos e provas periciais.
Materiais apreendidos durante a operação, incluindo dispositivos eletrônicos, também serão submetidos a análise.
Os investigados são suspeitos dos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.
O que diz a defesa de Rodrigo Brandão
“DOURIVALDO AQUINO ADVOGADOS ASSOCIADOS, vem a público esclarecer, diante das notícias acerca da prisão do Dr. Rodrigo Costa Brandão, ocorrida em 02 de setembro de 2026, que se trata de prisão temporária, de natureza cautelar e provisória, no âmbito de investigação ainda em curso.
Até o presente momento, a defesa não teve acesso à integralidade das peças investigatórias, circunstância que impede uma manifestação técnica responsável sobre os fatos e sobre a própria decisão judicial. Além disso, o processo corre em segredo de justiça, impedindo a Defesa de apresentar maiores esclarecimentos.
A defesa aguarda a liberação dos autos e o acesso aos elementos já documentados, a fim de exercer plenamente suas prerrogativas profissionais e adotar as medidas judiciais cabíveis.
O escritório ressalta que prisão temporária não representa condenação, tampouco declaração de culpa, devendo ser preservadas a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
O Escritório Dourivaldo Aquino Advogados Associados reafirma sua confiança no Poder Judiciário e nas instituições democráticas e informa que não se furtará à adoção de todas as providências necessárias à defesa do Dr. Rodrigo Costa Brandão, tão logo tenha acesso aos autos”.
O que diz a defesa de Adilson
A defesa de Adilson Rodrigues Macedo Silva afirmou que aguarda acesso aos autos do processo.
Segundo o advogado Felipe Amorim Antunes Santos, a prisão foi decretada por 30 dias e o investigado será submetido à audiência de custódia.
Por orientação da defesa, Adilson deve exercer o direito ao silêncio até que os advogados tenham acesso completo à investigação.
O que diz a defesa de Hayra
A reportagem entrou em contato com a defesa de Hayra Haianne Queiroz, que ficou de enviar um posicionamento sobre a prisão.
Até a última atualização do texto, no entanto, a defesa ainda não havia apresentado manifestação.
