sexta-feira, 4 setembro, 2026

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PF aponta proteção de André Mendonça a ACM Neto no caso Master, revela relatório

Da Redação

Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, teria adotado critérios diferentes ao analisar situações envolvendo ACM Neto (União Brasil) e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A informação foi publicada nesta quinta-feira (3), às 21h26, pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, em texto com Diego Alejandro.

Segundo os documentos citados por Alexandre de Moraes, Mendonça teria afirmado, em reunião realizada em 13 de agosto, que ACM exercia atividade de representação de interesses “dentro dos limites permitidos”. A avaliação, na leitura da PF, indicava que o ministro não via irregularidade naquele momento na atuação do ex-prefeito de Salvador.

Os investigadores compararam esse entendimento ao tratamento dado a Lulinha. A PF afirma haver “similaridade relevante” entre as situações, mas registra a adoção de “padrões probatórios distintos” e relaciona essa diferença ao espectro político das pessoas envolvidas.

Na prática, o relatório sustenta que casos considerados semelhantes receberam pesos diferentes. No episódio envolvendo ACM, a interpretação atribuída a Mendonça foi de uma atuação aparentemente permitida; no caso de Lulinha, segundo a PF, o padrão de análise teria sido mais rigoroso.

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