sexta-feira, 18 setembro, 2026

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Polícia Federal aponta ACM Neto como elo central da Overclean, diz CNN

Da Redação

O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), é citado pela Polícia Federal em uma investigação da Operação Overclean que apura suspeitas de fraudes em contratos da Educação de Belo Horizonte. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pela Folha de S.Paulo, a apuração envolve contratos que somam mais de R$ 80 milhões e também alcança o ex-secretário de Educação de Salvador e de Belo Horizonte Bruno Barral.

Foto: Reprodução/CNN

A PF chegou a pedir autorização judicial para realizar busca e apreensão contra ACM Neto. O pedido, apresentado em janeiro, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, Neto não foi alvo dos mandados cumpridos na quinta-feira (17).

O que a PF investiga

De acordo com a investigação, a PF apura se ACM Neto teve participação na indicação de Bruno Barral para comandar a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte e se a nomeação teria relação com o favorecimento de empresários em licitações.

Barral já havia comandado a Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto. Na capital mineira, segundo a apuração, ele teria participado de procedimentos que resultaram em contratos com empresas ligadas aos empresários Alex Parente e José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.

A investigação concentra-se, nesta etapa, em contratações realizadas entre 2024 e 2025. Segundo a Polícia Federal, pelo menos três procedimentos resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos também são analisados.

A PF afirma investigar indícios de direcionamento de procedimentos para o fornecimento de serviços e materiais didáticos. Os fatos podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Contatos com o “Rei do Lixo”

Outro ponto da investigação envolve os contatos entre ACM Neto e José Marcos de Moura. Segundo informações atribuídas à PF, houve mais de 200 contatos telefônicos entre os dois entre agosto e dezembro de 2024.

A investigação também identificou contato em uma data na qual, segundo os investigadores, o grupo ligado a Moura teria movimentado cerca de R$ 5 milhões em espécie em Salvador. A informação foi divulgada por veículos que tiveram acesso à apuração.

10ª fase da Overclean

Deflagrada na quinta-feira (17), a décima fase da Operação Overclean cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados: Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

Entre os alvos estão Bruno Barral, José Marcos de Moura e os empresários Alex Parente e Fábio Parente. A operação tem como foco as suspeitas envolvendo contratos da Educação de Belo Horizonte.

ACM Neto nega envolvimento

Em nota enviada à imprensa, ACM Neto negou envolvimento com as irregularidades investigadas e afirmou que a divulgação das informações representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral.

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”, diz trecho da nota.

O candidato também afirmou que as informações divulgadas procuram associá-lo indevidamente a fatos com os quais, segundo ele, não teve participação.

Operação Overclean

A Operação Overclean foi deflagrada originalmente em dezembro de 2024 e já alcançou políticos, empresários e servidores públicos em diferentes etapas. Em abril de 2025, Bruno Barral havia sido afastado do cargo de secretário de Educação de Belo Horizonte por decisão do STF no âmbito da operação.

Nesta nova fase, a Polícia Federal informou oficialmente que investiga possíveis irregularidades em contratações da Prefeitura de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025. A corporação ressalta que os fatos ainda estão sob investigação.

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