sábado, 19 setembro, 2026

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Em vídeo, ACM Neto chama de “absurda” tentativa do PT de ligá-lo à Overclean

Da Redação

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) se manifestou após a Polícia Federal pedir autorização para uma busca e apreensão contra ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean. O pedido foi negado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ACM Neto classificou como “fato absurdo” a tentativa de relacionar seu nome às irregularidades investigadas pela PF e afirmou que não tem envolvimento com os fatos apurados.

“A Justiça impediu que se consumasse um fato absurdo que tentaram fazer contra mim. […] Não se trata de uma mera coincidência que fatos desta natureza se intensifiquem com a aproximação das eleições e com o fortalecimento incontestável da nossa campanha.”

O pedido da PF foi feito durante a nova fase da operação, deflagrada na quinta-feira (17). A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado favoravelmente à medida, mas Nunes Marques decidiu não autorizar a busca.

A decisão não encerra a investigação. A operação continua apurando suspeitas relacionadas a contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

O que está sendo investigado

A 10ª fase da Operação Overclean apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Belo Horizonte na área da Educação, referentes aos anos de 2024 e 2025.

Segundo a Polícia Federal, pelo menos três contratos analisados somam mais de R$ 80 milhões. A investigação envolve suspeitas de direcionamento de contratações, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entre os alvos dessa etapa estão o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral e os empresários Fábio e Alex Parente.

Barral já havia ocupado a Secretaria Municipal da Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto e, posteriormente, assumiu o mesmo cargo em Belo Horizonte.

O nome de ACM Neto entrou no pedido de busca apresentado pela PF, mas ele não está entre os alvos dos 24 mandados cumpridos na operação.

ACM Neto nega envolvimento

No vídeo, ACM Neto afirmou que a investigação começou em dezembro de 2024 e que, desde então, não teria sido apontada qualquer conduta ilícita atribuída a ele.

“A chamada Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de atos ilícitos. Não ocorreu porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos investigados — fatos, inclusive, que supostamente aconteceram em Minas Gerais, um estado onde nunca tive nenhuma atividade política ou administrativa.”

A defesa do candidato também sustenta que não havia elementos suficientes para justificar a busca e apreensão, entendimento que acabou prevalecendo na decisão do STF.

A manifestação de ACM Neto ocorreu em meio à reta final da campanha para o Governo da Bahia. No vídeo, ele também acusou adversários políticos de tentar utilizar a investigação para atingir sua candidatura.

Críticas ao governo

Além de falar sobre a operação, ACM Neto voltou a atacar o PT,  partido que atualmente comanda o Governo da Bahia. O candidato afirmou que seus adversários estariam tentando usar instituições públicas para interferir na disputa eleitoral.

Na mesma fala, disse ter ingressado com uma ação penal contra o governador Jerônimo Rodrigues por calúnia.

“Temos a chance, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder […]. Inclusive, já anunciei processo criminal por calúnia contra o governador Jerônimo Rodrigues.”

ACM Neto também afirmou que pretende continuar enfrentando os questionamentos feitos durante a campanha.

“Digo a eles que não temo seus ataques e que estou pronto para enfrentá-los, com a coragem e a consciência tranquila de quem está, há décadas, na vida pública e que sempre se pautou dentro dos mais rígidos princípios da lei e da moralidade.”

A 10ª fase da Operação Overclean cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. As investigações sobre os contratos da Educação de Belo Horizonte continuam.

 

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