segunda-feira, 21 setembro, 2026

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Acidente com moto aquática mata enfermeira e diretor comercial na Baía de Aratu

Da Redação

Uma amiga da enfermeira Alessandra Azevedo Ribeiro, de 30 anos, que morreu em um acidente envolvendo uma moto aquática na Baía de Aratu, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, contou como foi o passeio que terminou na tragédia.

A outra vítima do acidente foi o diretor coemrcial, Felipe Cunha de Jesus. Ainda não há informações sobre como o acidente aconteceu, mas testemunhas confirmaram que Felipe estava na moto aquática. Alessandra Azevedo Ribeiro trabalhava  no 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, em Salvador e Felipe Cunha de Jesus trabalhava em uma empresa de consignados.

O acidente aconteceu na noite de sábado (19). Segundo a amiga, Alessandra participava de uma festa de aniversário em uma lancha quando foi convidada, junto com outras pessoas, para passear de moto aquática.

A amiga, que também estava na embarcação e sobreviveu ao acidente, contou que um grupo de homens se aproximou em outra lancha durante a festa.

“A gente estava em uma lancha, no aniversário, e aí tinha uma lancha ao lado com vários rapazes. Aí os meninos encostaram com jets e chamaram a gente para passear. Alessandra foi com Felipe, deu várias voltas no mar durante o dia e na hora de ir embora, ela veio com Felipe e eu vim com outro amigo dele, só que eu não me lembro muito como aconteceu”, relatou.

Felipe Cunha de Jesus, de 35 anos, também estava no passeio e participava de uma despedida de solteiro. Ele morreu após o acidente.

Ainda não há informações sobre se Alessandra e Felipe já se conheciam antes daquele dia ou se tiveram o primeiro contato no sábado. Também não há confirmação de que os dois mantinham algum tipo de relacionamento.

‘É como se tivesse um flash’

A amiga afirmou que não consegue se lembrar do momento exato da colisão. Segundo ela, a informação recebida posteriormente foi de que a moto aquática pilotada por Felipe teria atingido uma embarcação de madeira que estava no mar.

“Eu tento me lembrar da situação, mas é como se tivesse um flash na minha mente. Eu só lembro de acordar em uma outra embarcação, que provavelmente foi quem nos deu socorro”.

Ainda conforme o relato, um amigo de Felipe contou posteriormente à sobrevivente que a moto aquática teria batido em um barco de madeira.

“O que o amigo dele me falou, que eu não me lembro da hora do acidente, foi que Felipe tinha batido em um barco de madeira. Uma embarcação que estava à deriva, atracada no meio do mar”, contou.

A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias da ocorrência.

Amiga há seis anos

Alessandra trabalhava como enfermeira no 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, em Salvador. Segundo a amiga, as duas construíram uma relação próxima ao longo de cerca de seis anos.

“A nossa amizade tinha mais ou menos 5 ou 6 anos. Nós trabalhamos juntas em muito plantões, íamos e voltávamos juntas para casa, viajamos, saíamos e nos falávamos todos os dias. Ela estava com o sonho de ter a casa dela”, disse.

O corpo de Alessandra foi velado no domingo (20), no cemitério Campo Santo, em Salvador, onde também ocorreu o sepultamento.

Não foram divulgados detalhes sobre o enterro de Felipe Cunha de Jesus.

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