terça-feira, 22 setembro, 2026

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Bahia aparece nas últimas posições em ranking que avalia educação, segurança e finanças

Da Redação

A Bahia ficou na 21ª posição entre os 26 estados avaliados na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. Com índice de 0,301, em uma escala de 0 a 1, o estado apresentou o pior resultado entre as unidades federativas do Nordeste. O Distrito Federal não foi incluído no estudo.

O levantamento mede a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em resultados para a população. Para isso, compara a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita com indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças.

A Bahia foi classificada como ineficiente em três áreas: educação, segurança pública e finanças. O estado não ficou entre os dez primeiros colocados em nenhum dos indicadores considerados no levantamento.

Na classificação geral, a Bahia ficou à frente apenas de Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá. Entre os estados nordestinos, ficou atrás de Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Bahia fica atrás de outros estados nordestinos

O ranking é liderado pelo Paraná, com índice de 0,734, seguido por Ceará, com 0,665, e São Paulo, com 0,637. Santa Catarina, com 0,612, e Piauí, com 0,596, completam as cinco primeiras posições.

Entre os estados nordestinos, Ceará e Piauí aparecem na segunda e quinta posições, respectivamente. A Paraíba ocupa o sexto lugar, com 0,561, enquanto Pernambuco aparece em 11º, Maranhão em 13º e Sergipe em 14º.

Alagoas está na 17ª colocação, com 0,368, e o Rio Grande do Norte aparece em 20º, com 0,303. A Bahia vem logo depois, na 21ª posição, com 0,301.

O resultado também mostra que a disponibilidade de recursos, isoladamente, não determina a eficiência dos estados. O Ceará, por exemplo, obteve a segunda posição mesmo apresentando a menor receita corrente líquida per capita do país, de R$ 4.275.

Educação tem pior índice do país

Entre os indicadores avaliados, a Bahia apresentou o pior desempenho nacional em eficiência na educação, com nota 0,165. O estado tem 14,87 milhões de habitantes, segundo os dados considerados pelo levantamento.

O cálculo considera, entre outros fatores, taxas de cobertura e atendimento escolar, como o percentual de jovens matriculados no Ensino Médio. Educação e Saúde possuem peso dobrado na composição da nota final do REE-F.

Na educação básica, a Bahia apresenta o pior desempenho do país entre estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano. No Ensino Médio, o estado tem o pior resultado do Nordeste e fica à frente apenas do Rio de Janeiro no cenário nacional.

Mesmo destinando 16,9% do orçamento à educação, a Bahia registra taxa de abandono escolar de 6,6%. Em 2024, foram 64,38 ingressantes no ensino superior por 100 mil habitantes, conforme os dados considerados pelo levantamento.

Segurança pública também aparece entre os piores indicadores

A segurança pública é outro ponto de baixa eficiência apontado pelo levantamento. A Bahia aparece com o segundo pior resultado do país na área, ficando à frente apenas do Acre.

O cálculo considera como principal variável a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, utilizada para avaliar a capacidade do poder público de proteger a população e conter a criminalidade.

Em 2025, a Bahia registrou taxa de 36,8 homicídios por 100 mil habitantes. O estado destinou menos de 10% do orçamento à Segurança Pública, de acordo com os dados considerados pelo REE-F.

O resultado da segurança pública contribui para a posição da Bahia na classificação geral, que considera conjuntamente os indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança e finanças.

O REE-F estabelece quatro faixas de classificação: eficiente, alguma eficiência, pouca eficiência e ineficiente. Estados com índice inferior a 0,350 são classificados como ineficientes; a Bahia, com 0,301, está nessa faixa.

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