Da Redação
Uma investigação sobre possíveis fraudes em contratações públicas levou ao cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios da Bahia, do Piauí, do Espírito Santo, de Minas Gerais e de Sergipe, além do Distrito Federal.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que também autorizou 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.
Segundo as investigações, há indícios de atuação coordenada entre empresas, simulação de concorrência e direcionamento de contratações públicas.
A apuração também identificou suspeitas de sobrepreço, faturamento de produtos que não teriam sido entregues e fornecimento de equipamentos usados apresentados como novos.

Investigação envolve R$ 17 milhões
Ao todo, a investigação alcançou 56 procedimentos de contratação realizados em 31 municípios, envolvendo aproximadamente R$ 17 milhões.
Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.
Entre os investigados estão empresários, além de atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais.
Crimes investigados
De acordo com a apuração, os fatos podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.
As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça incluem o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 3,4 milhões.
A investigação busca esclarecer a participação dos envolvidos nas contratações e a eventual destinação dos recursos relacionados aos procedimentos sob apuração.

