sábado, 26 setembro, 2026

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Refluxo: quais alimentos ajudam a piorar o quadro

 

Refluxo é o resultado de uma disfunção do mecanismo de barreira entre o estômago e o esôfago, o tubo que liga a faringe ao estômago. Ele pode ser influenciado por fatores mecânicos, anatômicos, hormonais e de estilo de vida, e ocorre quando acontece o movimento de retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.

Isso ocorre porque existe um tipo de válvula muscular localizada nessa transição entre os dois órgãos, chamada esfíncter esofagiano inferior. Quando ela não funciona adequadamente, seja por estar enfraquecida, relaxada demais ou porque existe alguma condição anatômica, o ácido e outros conteúdos gástricos podem subir por este tubo, causando desconforto. Normalmente, essa válvula deve ficar fechada na maior parte do tempo, abrindo-se apenas para a passagem do alimento.

Sintomas

Os sintomas do refluxo podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns são bastante característicos. O principal deles é uma queimação no peito, sensação de ardor que sobe até a garganta e que geralmente ocorre após uma refeição mais volumosa, gordurosa ou quando se deita logo após comer.

Além deste, há outros muito comuns, como regurgitação (sensação do conteúdo ácido voltando à boca), tosse persistente, rouquidão ao acordar, arrotos muito frequentes e sensação de estufamento.

O refluxo pode se tornar algo mais sério se não for tratado adequadamente, como, por exemplo, uma esofagite erosiva. Também pode aumentar o risco de câncer de esôfago, além de prejudicar a qualidade de vida do paciente.

Alimentos podem piorar o quadro

Embora os alimentos afetem as pessoas de formas diferentes, uma vez que a sensação de desconforto pode ser mais tolerada por uns e menos por outros, existem alimentos que podem aumentar a produção de ácido, relaxar o esfíncter ou retardar o esvaziamento gástrico, favorecendo o refluxo. Entre eles estão cafés e bebidas com cafeína, como refrigerantes de cola e chá-mate; alimentos picantes ou muito condimentados, como pimenta, mostarda e temperos prontos; frituras e alimentos gordurosos, como fast food e ultraprocessados; frutas cítricas, como laranja, limão e mexerica; molho de tomate, devido à acidez; bebidas alcoólicas ou gaseificadas; e frutas ácidas, como limão, laranja, abacaxi e maracujá, entre outras.

Apesar de alguns alimentos poderem piorar os sintomas do refluxo em algumas pessoas, outros podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para uma melhor qualidade de vida. Frutas menos ácidas, como banana, maçã, melancia, pera, mamão, abacate e manga, são boas opções, assim como vegetais cozidos ou assados.

Também é possível incluir carnes magras, como filé mignon, patinho, maminha, lagarto, peito de frango sem pele e lombo de porco, além de laticínios com baixo teor de gordura, como versões desnatadas e light. Chás suaves e sem cafeína, como camomila e erva-doce, podem ser alternativas para variar a ingestão de líquidos. Além disso, manter um bom consumo de água ao longo do dia é essencial para a saúde e o funcionamento adequado do organismo.

Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida também podem ajudar no controle do refluxo. Evitar deitar logo após as refeições, aguardando cerca de três horas antes de se deitar, é uma das medidas importantes. Elevar a cabeceira da cama pode reduzir o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago, assim como ajustar o tamanho das refeições, evitando grandes volumes e dando preferência a porções menores ao longo do dia.

Comer mais devagar, mastigar bem os alimentos e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições também podem contribuir para uma melhor digestão. Manter um peso saudável, evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas, não usar roupas apertadas e evitar atividades físicas logo após grandes refeições são outros cuidados que ajudam a reduzir os sintomas.

Além disso, cuidar do estresse e informar ao médico sobre o refluxo durante as consultas é fundamental, já que alguns medicamentos podem piorar os sintomas. Pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença na qualidade de vida de quem convive com esse problema.

*Por Agência Einstein

 

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