Da Redação
Os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado Federal no domingo (4), entre as 54 vagas que estavam em disputa nas Eleições 2026. O resultado representa o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.
Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços do Senado, sete mulheres foram eleitas. A Bahia nunca elegeu uma mulher senadora, na história da política brasileira. Em 2026, a única mulher a se candidatar ao cargo foi Delliana Ricelli do PSOL, que não foi eleita. Ela é professora da rede pública e já concorreu ao cargo de vereadora em Itabuna.
Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato.
Se esse número se confirmar, as mulheres representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das vagas.
A eleição deste ano também estabeleceu um marco inédito: duas mulheres foram eleitas para o Senado pelo Distrito Federal na mesma disputa. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas senadoras em um único pleito.
As 12 eleitas tomarão posse em fevereiro de 2027 e terão mandatos até 2035.
Veja quem são as novas senadoras
As eleitas neste domingo são:
- Acre: Mara Rocha (Republicanos)

- Alagoas: Marina JHC (PSDB)

- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos)]

- Ceará: Luizianne (Rede)

- Distrito Federal: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL)


- Goiás: Gracinha Caiado (União)

- Minas Gerais: Marília Campos (PT)

- Pernambuco: Marília Arraes (PDT)

- Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)

- Roraima: Teresa Surita (MDB)

- Santa Catarina: Carol de Toni (PL)

Além das eleitas em 2026, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.
Nenhuma das atuais senadoras que concorriam a um novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo.
Em 2027, deixarão o Senado Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP).
Também deixarão a Casa Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC), que não se candidataram a um novo mandato.
Amapá e a presença feminina nos estados
O resultado de 2026 também modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado.
Com a eleição de Rayssa Furlan, o Amapá passa a ter sua primeira senadora eleita. Com isso, o Piauí se torna a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para o Senado.
Presença feminina cresce ao longo das décadas
A participação das mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora tenha registrado oscilações ao longo do período.
No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a cinco em 1995, a dez em 2007 e a 14 em 2015.
Em 2026, a Casa alcançou 16 senadoras simultaneamente em exercício, o maior patamar da série histórica até então. A partir de 2027, caso a projeção da nova composição se confirme, a bancada feminina chegará a 18 integrantes.

