Da Redação
O deputado federal André Janones (Rede-MG) reagiu à nova derrubada do canal Exército do Lula nas redes sociais, atribuída a uma decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de discordar da medida, o parlamentar defendeu o respeito às instituições e afirmou que não pretende transformar a decisão judicial em motivo para confronto político.
Em manifestação aos seguidores, Janones disse ter uma audiência de quase 4,3 milhões de pessoas e declarou que poderia mobilizá-la contra o Judiciário, mas descartou essa possibilidade. O deputado afirmou que pretende contestar a decisão pelos meios legais, sem incentivar ataques a magistrados ou tribunais.
Ao criticar a atuação da extrema-direita, Janones argumentou que o bolsonarismo cresceu politicamente por meio de ataques à imprensa, ao STF e a outras instituições democráticas. Para ele, adotar uma estratégia semelhante, mesmo com orientação ideológica oposta, significaria reproduzir as práticas que critica.
“Nós não vamos ser a mesma coisa que o bolsonarismo, porém com sinal trocado”, declarou.
Janones pede que apoiadores não ataquem ministros
O parlamentar pediu expressamente que seus apoiadores não direcionem ataques a Nunes Marques nem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, ofensivas contra integrantes do Judiciário contribuem para enfraquecer a confiança pública na Justiça.
Janones afirmou que cumprirá as determinações judiciais, mas recorrerá à sua equipe jurídica e à mobilização política para contestar a derrubada do canal. Também declarou confiar na imparcialidade de Nunes Marques e na atuação do STF e do TSE.
Ao defender essa postura, o deputado procurou diferenciar sua reação da conduta de setores bolsonaristas que criticam e atacam instituições do sistema de Justiça. “Eu sou um democrata e eu confio na Justiça brasileira”, afirmou.
Exército do Lula foi criado para mobilizar apoiadores
O canal Exército do Lula foi criado por André Janones no WhatsApp para reunir apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o texto original, a ferramenta ultrapassou 1 milhão de inscritos na terça-feira (6) e passou a ser utilizada pelo parlamentar na mobilização política durante a disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

