sábado, 31 outubro, 2026

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Médica causa polêmica ao negar remédios para eleitores de Lula: “Jogo no lixo, mas não dou a petista”

Da Redação

Uma médica de Itabuna, no sul da Bahia, tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após publicar declarações direcionadas a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). Identificada como Juliana Pitanga, a ginecologista e obstetra teria afirmado que não forneceria medicamentos a pessoas que votaram na sigla. A informação é do site BNews.

A polêmica ganhou repercussão após a advogada Ursula Matos, conhecida na região, divulgar um vídeo criticando a postura da profissional. Depois da repercussão, o perfil da médica no Instagram passou a ser privado.

Em uma das publicações, Juliana teria declarado: “Ninguém me peça mais p*rra nenhuma, porque até amostra de remédio, eu jogo no lixo, mas não dou a petista”.

No vídeo, Ursula questionou a postura da médica e afirmou que ela deveria reconsiderar o compromisso assumido com a profissão. A advogada destacou que o juramento médico estabelece que posições ideológicas ou filiações políticas não devem se sobrepor ao dever de cuidado com os pacientes.

“A doutora Juliana precisa revisitar o juramento da classe médica, que diz que independentemente de qualquer posição ideológica ou filiação política, nada se colocará entre o dever dela e o seu paciente, o seu doente”, declarou.

Advogada questiona atendimento a eleitores de Lula

Durante a gravação, Ursula também questionou se a médica conseguiria atender pacientes de diferentes orientações políticas sem fazer distinções.

Para sustentar a crítica, a advogada mencionou o resultado das eleições presidenciais em Itabuna, onde mais de 56% dos eleitores votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

“Será mesmo que a doutora Juliana vai conseguir atender mais de 56% da população de forma indistinta, independente da opção de voto que essa pessoa tenha assumido?”, questionou.

Na sequência, Ursula cobrou um posicionamento do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o episódio.

Outro ponto levantado pela advogada foi a declaração atribuída à médica sobre o descarte de amostras de medicamentos. “Até que ponto ela de fato pode jogar fora remédios, ao invés de disponibilizá-los a quem precisa?”, questionou.

Ursula também ressaltou que a medicina deve ser uma referência de acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente de “credo, ideologia política, sexo ou religião”.

Ao final do vídeo, a advogada pediu que Juliana se manifestasse publicamente e apresentasse uma retratação à população de Itabuna.

“Doutora Juliana Pitanga, nós te respeitamos por suas escolhas políticas e ideológicas, mas de igual modo exigimos respeito”, afirmou.

Médica e CREMEB não responderam aos contatos

O site BNews tentou contato com a médica para obter esclarecimentos sobre as declarações e a repercussão do caso, mas não recebeu retorno.

O CREMEB também foi procurado para informar se tinha conhecimento do episódio, se havia recebido alguma denúncia ou se pretendia adotar providências. Até a publicação da reportagem original, o conselho não havia respondido.

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