terça-feira, 3 novembro, 2026

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Cesta básica de Salvador sobe 1,63% e chega a R$ 618,42; tomate dispara 25,76%

Da Redação

A cesta básica de Salvador ficou 1,63% mais cara em outubro de 2026, passando a custar R$ 618,42. O aumento representa aproximadamente R$ 9,92 em relação ao valor registrado em setembro. O levantamento é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que realizou 3.366 cotações de preços em 87 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Dos 25 produtos que compõem a cesta, 13 apresentaram aumento de preço, enquanto 12 registraram redução. Entre as maiores altas estão o tomate (25,76%), o macarrão (25,11%) e a cebola (20,95%).

Também ficaram mais caros o arroz (7,08%), a linguiça calabresa (6,86%), a carne de segunda (5,87%), a carne de primeira (5,64%), o queijo prato (5,30%), o frango (2,82%), o açúcar cristal (2,08%), o óleo de soja (2,08%), o pão francês (0,84%) e o queijo muçarela (0,09%).

Por outro lado, o flocão de milho teve a maior queda do período, com redução de 23,08%, seguido pela batata inglesa (-14,85%) e pela banana-prata (-11,25%).

Outros produtos que ficaram mais baratos foram café moído (-5,57%), maçã (-5,00%), cenoura (-4,93%), farinha de mandioca (-3,53%), leite (-2,74%), feijão (-1,94%), carne de sertão (-1,86%), manteiga (-0,55%) e ovos de galinha (-0,14%).

Condições climáticas influenciaram os preços

Segundo o economista da SEI Denilson Lima, as condições climáticas, especialmente a ocorrência de chuvas e de temperaturas mais amenas nas regiões produtoras, além das oscilações na oferta e na demanda, foram os principais fatores que contribuíram para o aumento da cesta básica em outubro.

O economista destacou o comportamento do tomate, do macarrão e da cebola, que lideraram as altas, enquanto o flocão de milho e a batata inglesa apresentaram as maiores reduções.

Ao explicar a variação dos produtos, Lima afirmou que, “no caso do tomate, a alta decorreu da limitação da oferta, em razão do esgotamento das áreas em ponto de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que tornaram mais lenta a maturação dos frutos. Em contrapartida, o flocão de milho recuou, acompanhando a desvalorização do milho em grão, uma vez que a oferta interna superou a demanda em meados de outubro”.

Almoço ficou 7% mais caro

A análise da SEI também considera dois grupos de alimentos que representam refeições tradicionais dos moradores de Salvador.

O subconjunto de produtos utilizados no almoço, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou aumento de 7,0% em outubro. Esses itens responderam por 39,88% do valor total da cesta básica.

Já o grupo de alimentos associados ao café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou redução de 0,49%. Os produtos representaram 34,61% do custo total.

Trabalhador precisa de mais de 90 horas de trabalho

O levantamento também estimou o tempo necessário para que um trabalhador soteropolitano consiga adquirir uma cesta básica.

Em outubro, foram necessárias 90 horas e 44 minutos de trabalho para comprar os produtos. O período correspondeu ao comprometimento de 41,24% do salário mínimo líquido de R$ 1.499,43, após o desconto de 7,50% referente à contribuição para a Previdência Social.

O boletim completo, com informações adicionais sobre os preços dos alimentos e a composição da cesta básica, está disponível no site da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia.

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