Da Redação
A bancada de oposição da Câmara Municipal de Salvador repudiou os ataques pessoais e as acusações feitas durante a sessão plenária da terça-feira (3). Em manifestação, os vereadores afirmaram que os episódios ultrapassaram os limites do debate político e atingiram a honra de parlamentares. O grupo também cobrou respeito às divergências e à atuação dos representantes que integram a oposição.
O posicionamento foi assinado pelos vereadores Aladilce Souza (PCdoB), David Rios (MDB), Eliete Paraguassu (PSOL), Carlos Kleber (PSD), Hamilton Assis (PSOL), Hélio Ferreira (PCdoB), João Cláudio Bacelar (Podemos), Marta Rodrigues (PT), Randerson Leal (Podemos) e Sílvio Humberto (PSB).
Na manifestação, a bancada destacou que divergências fazem parte do funcionamento democrático do Legislativo, mas não devem ser utilizadas como justificativa para ofensas, constrangimentos ou tentativas de desqualificação de parlamentares.
Os vereadores também cobraram equilíbrio e responsabilidade dos integrantes da base governista. Segundo o grupo, a posição política de cada parlamentar não pode servir de justificativa para intimidar ou silenciar quem apresenta opiniões divergentes.
O líder da oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), afirmou que sua atuação é pautada pelo debate político e pela defesa dos interesses da população de Salvador.
“O povo de Salvador merece e quer isso. Não quer negócio de picuinha, de briga interna, de poder”, afirmou.
Discussão envolve investigação sobre circulação de ônibus
A discussão ocorreu durante o debate sobre a proposta de investigação dos problemas na circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições, em 25 de outubro.
Segundo a bancada, representantes da oposição procuraram o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz, para tratar do pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Na ocasião, receberam a informação de que seriam necessárias 14 assinaturas para formalizar a investigação.
Ao final da manifestação, os vereadores reafirmaram que continuarão exercendo o papel de fiscalização e cobrando esclarecimentos sobre assuntos de interesse público.
O grupo também defendeu que as divergências políticas não devem desviar o Legislativo de suas responsabilidades com a cidade e a população.

