Eleição não se ganha de véspera. Muitos bolsonaristas acreditavam que seria uma passeio este segundo turno contra Fernando Haddad (PT) e falavam até numa diferença de 20 milhões de votos. A pesquisa Ibope de ontem mostrou que não é bem assim e aponta sinais de queda de Bolsonaro em alguns segmentos da sociedade e na região Norte e um crescimento ainda que moderado de Haddad.
Ou seja, o passeio não haverá e os seguidos erros de politicos e militares ligados a Bolsonaro, em especial seu filho, só tem prejudicado o candidato nesta reta de chegada. A noticia alvissareira é de que Bolsonaro cresceu de 33% para 34% na região Nordeste e Haddad caiu de 57% para 53%. Em compensação, Bolsonro caiu 58% para 54% no Sudeste e Haddad subiu e 29% para 31%.
Faltando 4 dias para a eleição ainda que Bolsonaro tenha uma vantagem enorme sobre Haddad no cômputo geral de 57% para 43% não se pode dizer que o pleito esteja definido, pois, ainda há 9% de indecisos e cabeça de eleitor é uma das coisas mais difíceis de se entender.
Veja o caso do Rio de Janeiro onde Witzel parecia que daria uma’surra’ de votos em Eduardo Paes e a diferença caiu abruptamente. No caso da eleição presidencial a estratégia do petista em desclassificar o candidato do PSL (quem conhece não vota nele) está dando resultados. Se vai conseguir o objetivo final são outros quinhentos, mas, vitória de enxurrada não acontecerá em nenhum dos dois protagonistas. A eleição marcha para disputa acirrada.
Em nossa opinião, um erro estratégicos de Bolsonaro é discutir questões governamentais e formação de equipe antes mesmo de ser considerado eleito. FHC sentou-se na cadeira de prefeito de SP antes do tempo e o eleito foi Jânio Quadros. O correto seria ele está cuidando de sua campanha, ir aos debates, enfrentar o adversário tete-a-tete e deixar as questões governamentais para depois, isso no caso de ser eleito.
Haddad age milimetricamente, agora, sem Lula, com mais personalidade e procurando alianças políticas até com FHC. É isso, o pleito está aberto e só será decidido no domingo.

