quinta-feira, 12 março, 2026

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Servidores decidem ocupar Assembleia para tentar impedir votação de reforma

Funcionários públicos invadiram plenário para impedir votação de pacote de austeridade encaminhado pelo governador Rui Costa.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD), decidiu encerrar a sessão na qual seria votado o pacote de austeridade do governo, após pressão de servidores que invadiram o plenário da Casa e da bancada de oposição.

Inicialmente, Coronel informou que a sessão seria convocada em outro local, mas recuou depois de ser interpelado por oposicionistas. A votação foi então, adiada, e deve ocorrer nesta quarta-feira (12).

“Tenho que preservar a integridade das pessoas. A partir do momento que há quebra de portas, de cadeira, deixa de ser uma coisa pacífica e vira baderna”, afirmou Coronel.

Na última terça-feira (4), os deputados aprovaram a urgência para apreciação de três projetos enviados pelo governo: o PL 22.975, que propõe extinção de órgãos e de cargos comissionados; o 22.971, que altera e cria taxas no setor de transporte e eleva a contribuição previdenciária; e o PL 22.964, que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Manifestantes conseguiram barrar apreciação de projetos nesta terça e resolveram continuar na Alba

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Foto: Juliana Almirante / bahia.ba

Depois do adiamento da votação do pacote de austeridade proposto pelo governo Rui, servidores públicos decidiram manter a ocupação da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), cujo plenário foi tomado por manifestantes na tarde desta terça-feira (11).

“A ideia é que a gente possa ter um contingente de mais de 200 trabalhadores. Cada categoria se responsabiliza a deixar de 10 a 15 pessoas. A avaliação mais consensual é essa. A gente espera fazer constrangimento para barrar a votação. A ideia é ficarmos no plenário e no salão. A sessão está prevista para 14h de amanhã”, disse Rui Oliveira, presidente estadual da APLB.

Entre as propostas do Executivo, estão a privatização de órgãos, extinção de cargos comissionados, alteração e criação de taxas no setor de transporte e aumento da contribuição previdenciária, de 12% para 14%.

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