terça-feira, 24 março, 2026

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Feira de Santana tem aumento de 45% nos atendimentos por violência contra a mulher

Dados foram registrados pela Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres

A cidade de Feira de Santana registrou um aumento de 45% no atendimento às mulheres vítimas de violência. Os dados são da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres, vinculado à prefeitura.

O levantamento considera os casos de agressão recebidos pelo Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ) nos meses de junho a dezembro do ano passado, quando foram registrados 328 novos casos, enquanto no mesmo período, em 2020, foram 225 – o que representa um aumento de 45%.

Já neste ano, em apenas 45 dias o centro registrou 50 novos atendimentos por violência contra a mulher. O que mais chama a atenção da pasta para o começo de 2022 é o número de abrigamentos, que saltou de 10, durante o primeiro semestre do ano passado, para oito, em um mês e meio.

A secretária da pasta, Gerusa Sampaio, reforça a importância d avítima de violência buscar ajuda. “São mulheres que decidiram e tiveram a coragem de mudar a sua situação. Aqui elas recebem o acompanhamento necessário e todo o suporte para traçar uma nova trajetória”.

As mulheres em risco iminente de morte tem a garantia de proteção. O órgão dispõe de um serviço de abrigo, onde elas podem permanecer em um local seguro por até 180 dias, ou até a prisão ou deferimento da medida protetiva contra o agressor.

Outro serviço ofertado pela prefeitura de Feira, que conta com permanência temporária para as mulheres em situação de violência, é o programa Acolhe, que oferece hospedagem em uma rede de hotéis para quem não tem um lugar seguro. O público-alvo do programa são mulheres que não sofrem ameaças de morte ou perseguição, e elas podem ficar em até 15 dias no espaço.

“Nesse acolhimento elas têm toda assistência com acompanhamento psicossocial e pedagógico para ela e para os filhos [se tiver]. Vale destacar que elas têm total liberdade de decidir permanecer ou não no local”, destacou a chefe da Divisão da Promoção dos Direitos da Mulher, Josailma Ferreira.

Ainda de acordo com Josailma, a Secretaria da Mulher também visa a independência financeira dessas vítimas de violência, “oferecendo meios para que elas consigam obter renda, sejam com cursos, treinamentos e capacitações”.

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