Olodum completa 43 anos de existência nesta segunda-feira, 25
Fundado ao 25 de abril de 1979, o Olodum, completa 43 anos na próxima segunda-feira, 25. Olodum que é uma palavra de origem yorubá e no ritual religioso do candomblé significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior”, Olodumaré, que não representa um orixá, e sim, o Deus criador do universo e dele senhor.
O Olodum teve início dentro do Maciel/Pelourinho, durante o carnaval, e conquistou o mundo com os inúmeros programas sociais, que serviram como referência para outras organizações ao redor do mundo.
De acordo com o presidente do grupo, João Jorge Rodrigues, o Olodum foi reinventado como grupo social e cultural, sem jamais esperar a grande repercussão que foi gerada na música internacional.
“Não tínhamos a ideia do que iria se tornar o Olodum. A contribuição que o grupo deu e dá para a música é de uma riqueza extraordinária. Não só a riqueza musical, como também a riqueza dos pensamentos e ações sociais promovidas por nós, fez com que nós conquistássemos 43 países no mundo. O Olodum está sempre contribuindo com Salvador, com o Pelourinho e com a cultura da nossa cidade, disse.
Ainda de acordo com João Jorge, o Olodum “fez a diferença” a partir de 1983, quando começou a promover atividades culturais de caráter sócio-comunitário, dando origem ao Grupo Cultural Olodum, Organização Não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro, com estatuto registrado e reconhecido pelo governo da Bahia como sede de utilidade pública municipal e estadual.
João Jorge comentou durante entrevista no programa Isso é Bahia, A TARDE FM, que o tema para o carnaval 2023 já está definido.
“Tambores, a batida do coração, caminhos da eternidade”. É um tema que vai tratar do papel dos percussionistas e do suinge do grupo. Nossa expectativa é que o carnaval de 2023 seja bonito, elegante e de reinvenção. Temos que pensar o carnaval como um todo após esse período, não só o Olodum, como todos os grupos.
A ONG Olodum criou também, em 1983, o projeto Rufar dos Tambores cujo o objetivo era desenvolver iniciativas que promovessem cultura e educação para as crianças e adolescentes da comunidade do Pelourinho. O resultado dessa iniciativa foi a primeira Banda Mirim do Olodum.Criada em 1987.
A Banda Olodum transformou as músicas africanas, o que fez originar novos ritmos como o Ijexá, Samba, Alujá, forró e a diversificação que veio com o Samba-reggae, criado pelo saudoso músico e percussionista Neguinho do Samba.

