terça-feira, 14 julho, 2026

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Em novo vídeo, ACM Neto critica a saúde pública e a concentração de serviços na Bahia

Da Redação

Em nova peça publicitária veiculada em suas redes sociais, o candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil), elevou o tom das críticas à gestão atual da saúde pública na Bahia. O foco da mensagem é a precariedade do atendimento no interior do estado e a dependência excessiva da capital, Salvador, para procedimentos de alta complexidade.

No vídeo, gravado em um ambiente que remete ao diálogo direto com a população, o candidato descreve um cenário comum a milhares de famílias baianas: a saga em busca de assistência médica básica e especializada. Neto utiliza um termo de forte apelo popular e emocional ao referir-se ao sistema de regulação estadual como “fila da morte”, ecoando uma queixa recorrente entre os usuários do SUS na região.

De acordo com o candidato, a carência de UTIs, centros de oncologia e prontos-atendimentos no interior não é apenas uma deficiência técnica, mas sim uma “escolha política” das gestões passadas e atual. A narrativa reforça a tese de “abandono” das cidades menores, obrigando pacientes em estado grave a enfrentar horas de estrada em busca de sobrevivência na capital.

Aposta na Regionalização

A publicação no Instagram, que acompanha o vídeo, reitera que a falta de infraestrutura obriga a uma “corrida para Salvador”, gerando desespero e colocando vidas em risco. Politicamente, a estratégia de ACM Neto visa atingir o eleitorado do interior, onde o acesso à saúde é historicamente um dos maiores gargalos e principal preocupação das famílias.

O atual governo e a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) costumam defender o modelo de Policlínicas e a expansão de leitos hospitalares nos últimos anos, mas o discurso de Neto foca no hiato entre a promessa de descentralização e a realidade vivida por quem aguarda por uma vaga no sistema de regulação.

O embate sobre a saúde promete ser um dos eixos centrais da campanha, com a oposição explorando as deficiências logísticas e o governo buscando ressaltar as obras entregues.

 

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